Talento e criatividade têm preço

Muitos empreendedores organizam suas empresas sem levar em conta os custos do talento e da criatividade que determinarão o eventual sucesso de suas organizações.

Acham natural reservar parte do capital para o aluguel do imóvel, para o carro que usarão na empresa e nas atividades pessoais, para os materiais de uso cotidiano, como papelaria, material de limpeza etc.

Pagam sem pestanejar os custos de luz, banda larga e telefone. E contratam também os funcionários “carregadores de piano”, aos quais são atribuídas tarefas repetitivas de atender telefone, emitir notas fiscais e até mesmo atender a clientela.

Acreditam que a empresa está pronta para o mercado. Pois contaria com o talento e com a criatividade que já viriam agregados à iniciativa do proprietário, que já passou por grandes companhias e estaria pronto para o sucesso.

Ledo engano.

Criatividade e talento são intangíveis porque dependem de interações permanentes, de profissionais vinculados a um mesmo sonho e que sejam capazes de agregar ao dia a dia o que surpreenderá a clientela e o mercado.

Mas talento e criatividade não são incorporados à empresa sem custos. E, cada vez mais, fica quase impossível se valer de artimanhas de chamar aquele amigo ou amiga com “boas ideias” para subtrair-lhes cenários durante um almoço de negócios.

Os profissionais talentosos e criativos já se deram conta que repassar ideias ao longo de encontros eventuais os tornam vítimas preferenciais de estelionato de empresários que não percebem, ainda, os custos de propostas criativas.

Além disso, uma sugestão qualquer assimilada durante um almoço ou café não se transforma em ganhos para a empresa porque a implantação são outros quinhentos. E o profissional talentoso e criativo está, na maioria das vezes, preparado para os ajustes necessários.

Pois aprendeu ao longo do desenvolvimento da própria expertise que cada etapa de um projeto requer novos olhares, indagações, pesquisas e detalhamentos permanentes.

Portanto, se você já fez o dever de casa e está com a estrutura de sua empresa pronta, assuma, então, uma nova missão empreendedora. Busque, valorize e agregue talentos criativos à sua organização.

E se prepare para estimulá-los ou com salários que os seduzam ou com participações no crescimento de sua empresa. E crie ambientes e relacionamentos que lhes garantam a euforia para incorporarem novas sugestões aos seus projetos.

Porque tanto quanto o empreendedor, os profissionais talentosos e criativos adoram o risco. E, geralmente, o fazem no mundo das ideias, dos cenários, das hipóteses.

O que permite ao gestor do negócio antecipar tendências, visualizar oportunidades ou evitar prejuízos, antes de consumir parte do capital em tentativas e erros.

Mas que exigirá incorporar aos seus investimentos os custos dos profissionais criativos. Mas que cada vez mais são pessoas que não estão mais dispostas a repassar ideias pelo custo de uma refeição ou de um cafezinho.

Colunista

Marco Roza é diretor da Agência Consumidor Popular e estrategista de novos negócios

Fonte: Uol

Talento e criatividade têm preço

Muitos empreendedores organizam suas empresas sem levar em conta os custos do talento e da criatividade que determinarão o eventual sucesso de suas organizações.

Acham natural reservar parte do capital para o aluguel do imóvel, para o carro que usarão na empresa e nas atividades pessoais, para os materiais de uso cotidiano, como papelaria, material de limpeza etc.

Pagam sem pestanejar os custos de luz, banda larga e telefone. E contratam também os funcionários “carregadores de piano”, aos quais são atribuídas tarefas repetitivas de atender telefone, emitir notas fiscais e até mesmo atender a clientela.

Acreditam que a empresa está pronta para o mercado. Pois contaria com o talento e com a criatividade que já viriam agregados à iniciativa do proprietário, que já passou por grandes companhias e estaria pronto para o sucesso.

Ledo engano.

Criatividade e talento são intangíveis porque dependem de interações permanentes, de profissionais vinculados a um mesmo sonho e que sejam capazes de agregar ao dia a dia o que surpreenderá a clientela e o mercado.

Mas talento e criatividade não são incorporados à empresa sem custos. E, cada vez mais, fica quase impossível se valer de artimanhas de chamar aquele amigo ou amiga com “boas ideias” para subtrair-lhes cenários durante um almoço de negócios.

Os profissionais talentosos e criativos já se deram conta que repassar ideias ao longo de encontros eventuais os tornam vítimas preferenciais de estelionato de empresários que não percebem, ainda, os custos de propostas criativas.

Além disso, uma sugestão qualquer assimilada durante um almoço ou café não se transforma em ganhos para a empresa porque a implantação são outros quinhentos. E o profissional talentoso e criativo está, na maioria das vezes, preparado para os ajustes necessários.

Pois aprendeu ao longo do desenvolvimento da própria expertise que cada etapa de um projeto requer novos olhares, indagações, pesquisas e detalhamentos permanentes.

Portanto, se você já fez o dever de casa e está com a estrutura de sua empresa pronta, assuma, então, uma nova missão empreendedora. Busque, valorize e agregue talentos criativos à sua organização.

E se prepare para estimulá-los ou com salários que os seduzam ou com participações no crescimento de sua empresa. E crie ambientes e relacionamentos que lhes garantam a euforia para incorporarem novas sugestões aos seus projetos.

Porque tanto quanto o empreendedor, os profissionais talentosos e criativos adoram o risco. E, geralmente, o fazem no mundo das ideias, dos cenários, das hipóteses.

O que permite ao gestor do negócio antecipar tendências, visualizar oportunidades ou evitar prejuízos, antes de consumir parte do capital em tentativas e erros.

Mas que exigirá incorporar aos seus investimentos os custos dos profissionais criativos. Mas que cada vez mais são pessoas que não estão mais dispostas a repassar ideias pelo custo de uma refeição ou de um cafezinho.

Colunista

Marco Roza é diretor da Agência Consumidor Popular e estrategista de novos negócios

Fonte: Uol

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