Subsídios ao setor elétrico serão pagos pelos consumidores no futuro

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Marcio Zimmermann, reconheceu, em entrevista à imprensa após participar de sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, que as antecipações do Tesouro Federal no setor elétrico via depósitos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em algum momento terão de ser pagas pelos consumidores de energia por meio das contas de luz no futuro.
“É natural, pela regra do jogo, que a geração de uma térmica sempre vai ser a categoria do consumidor que vai pagar, isso já é considerado no preço médio, o desajuste que ocorre aqui é que, em média, você passa muitos anos hidrológicos bons e o preço fica bem baixo. (…) Da mesma forma como ocorreu no ano passado, a antecipação que o Tesouro fez na CDE, é claro que seria pago em até cinco anos, isso está no Decreto, não é novidade”, disse Zimmermann.
No ano passado, o Tesouro aportou R$ 9,6 bilhões na CDE para cobrir déficits do setor e, neste ano, apenas em referência ao mês de janeiro, foram depositados mais R$ 1,2 bilhões, mas a expectativa é de déficit de até R$ 18 bilhões até o fim do ano
Zimmermann disse que o governo ainda está estudando como solucionar essas dívidas de curto prazo das distribuidoras de energia elétrica. Após a ameaça da associação das empresas de elas pedirem reequilíbrio econômico-financeiro de seus contratos, o que levaria a um aumento imediato das tarifas de energia para os consumidores, o secretário disse que o governo está atento a essas necessidades das empresas.
“Eu acredito que todo o processo está sendo conduzido com muita maturidade por todas as distribuidoras e que chegaremos a bom termo, assim como chegamos no ano passado”, disse Zimmermann.
O diretor-geral do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que uma posição sobre a necessidade de racionamento de energia no país só poderá ser tomado em abril, após o fim do período chuvoso e diante da perspectiva de chuvas na seca.
“Eu tenho que conjugar o valor de abril com novembro. É uma situação preocupante, mas não chega a ser crítica. Antes de abril não se toma nenhuma medida, porque a antecipação pode gerar custo de arrependimento muito grande, que é você incomodar o consumidor desnecessariamente com redução de consumo, que representa perda adicional aos consumidores”.
Na tarde desta quarta-feira, a cúpula federal do setor elétrico se reunirá novamente, no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), com a expectativa de novas medidas para amenizar o impacto do uso intenso das usinas térmicas para o sistema.

Subsídios ao setor elétrico serão pagos pelos consumidores no futuro

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Marcio Zimmermann, reconheceu, em entrevista à imprensa após participar de sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, que as antecipações do Tesouro Federal no setor elétrico via depósitos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em algum momento terão de ser pagas pelos consumidores de energia por meio das contas de luz no futuro.
“É natural, pela regra do jogo, que a geração de uma térmica sempre vai ser a categoria do consumidor que vai pagar, isso já é considerado no preço médio, o desajuste que ocorre aqui é que, em média, você passa muitos anos hidrológicos bons e o preço fica bem baixo. (…) Da mesma forma como ocorreu no ano passado, a antecipação que o Tesouro fez na CDE, é claro que seria pago em até cinco anos, isso está no Decreto, não é novidade”, disse Zimmermann.
No ano passado, o Tesouro aportou R$ 9,6 bilhões na CDE para cobrir déficits do setor e, neste ano, apenas em referência ao mês de janeiro, foram depositados mais R$ 1,2 bilhões, mas a expectativa é de déficit de até R$ 18 bilhões até o fim do ano
Zimmermann disse que o governo ainda está estudando como solucionar essas dívidas de curto prazo das distribuidoras de energia elétrica. Após a ameaça da associação das empresas de elas pedirem reequilíbrio econômico-financeiro de seus contratos, o que levaria a um aumento imediato das tarifas de energia para os consumidores, o secretário disse que o governo está atento a essas necessidades das empresas.
“Eu acredito que todo o processo está sendo conduzido com muita maturidade por todas as distribuidoras e que chegaremos a bom termo, assim como chegamos no ano passado”, disse Zimmermann.
O diretor-geral do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que uma posição sobre a necessidade de racionamento de energia no país só poderá ser tomado em abril, após o fim do período chuvoso e diante da perspectiva de chuvas na seca.
“Eu tenho que conjugar o valor de abril com novembro. É uma situação preocupante, mas não chega a ser crítica. Antes de abril não se toma nenhuma medida, porque a antecipação pode gerar custo de arrependimento muito grande, que é você incomodar o consumidor desnecessariamente com redução de consumo, que representa perda adicional aos consumidores”.
Na tarde desta quarta-feira, a cúpula federal do setor elétrico se reunirá novamente, no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), com a expectativa de novas medidas para amenizar o impacto do uso intenso das usinas térmicas para o sistema.
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