Qual a melhor forma de gastar o 13º salário?

Especialistas dizem que o ideal é dar 3 destinações ao dinheiro

Em meio a uma crise que combina desemprego, queda de renda e inflação alta, o fantasma da inadimplência tem batido à porta de muitos brasileiros. Com a proximidade do fim de ano, o 13º salário promete dar um alívio às contas. Mas qual é a melhor forma de gastar esse dinheiro extra?
Segundo especialistas, o ideal é dividir em três partes: pagar dívidas, reservar para as despesas de início de ano e comprar presentes. Se sobrar, pode engordar a poupança. Mas não é assim que a maior parte dos brasileiros pretende gastar o 13º.
Uma pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) constatou que 74% dos 1.037 consumidores entrevistados pretendem usar o dinheiro para pagar dívidas. O número de pessoas que usarão o 13º dessa forma subiu 8,82% ante 2014.
Foto: Ricardo MedeirosA professora Penha Barbosa, 50, contou que vai guardar e investir o 13º – uma parte em renda fixa e outra parte em um curso para a filha Talita, 19.

De acordo com Miguel de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, houve uma piora na capacidade de pagamento das famílias. “A inflação, os juros elevados e o desemprego fizeram com que o 13º tenha um destino: as dívidas. Principalmente cartão (44%) e cheque especial (39%). As pessoas também afirmam que vão gastar menos com presentes. Será o Natal do presentinho”.
No azul
Oliveira explica que o 13º tem que ser divido em três partes. “Uma parte para liquidar dívidas caras, como cheque especial e cartão; a segunda parte para o início do ano, para pagar IPVA, matrícula, uniforme, e outros; e a terceira parte para comprar presentes sem se endividar. A gente sempre recomenda guardar uma parte do salário ou do 13º, tanto para fazer frente a despesas neste tempo de crise, como para viajar, trocar o carro ou realizar sonhos”.
Para Sylvia Milaneze, educadora da DSOP Educação Financeira, usar o 13° para pagar dívidas é um erro. “Ao sair imediatamente pagando o que se deve, se esquece de um princípio fundamental da educação financeira: planejamento para se atingir objetivos”.
Ela explica que o primeiro passo é fazer um diagnóstico de sua situação financeira. Se o consumidor está com o nome sujo, é interessante usar, dentro de um planejamento, o dinheiro extra para esse pagamento.
“O 13º deve ser utilizado para sonhos e objetivos de curto, médio e longo prazos, no qual pode estar o de quitar as dívidas. Para quem está endividado, honrar com os compromissos deve estar no orçamento mensal”.
Quem consegue poupar, pode apostar na renda fixa, explica Renan Lima, sócio da Alphamar Investimentos. “Se o investimento tem prazo curto, o ideal é aplicar em renda fixa. Se o prazo é longo, pode incluir ativos de mais risco, para proporcionar ganhos maiores”.
Como dividir
Três partes
Segundo especialistas, o 13º tem que ser divido em 3 partes: uma para liquidar dívidas caras; a segunda para pagar contas de início de ano; e a terceira parte para comprar presentes sem se endividar.
Dívidas
Mais caras primeiro
As primeiras dívidas a serem pagas devem ser aquela que têm os maiores encargos, como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial. Use o 13º também para regularizar outras dívidas, negociando o estorno dos juros de mora embutidos.
Compras
Despesas
Quitadas as dívidas, reserve os valores necessários para as despesas de começo do ano (IPTU, IPVA e de despesas escolares (livros, uniformes e rematrículas).
Presentes
Separe uma parte para comprar à vista no Natal e não se endividar. Antecipe as compras, pois quanto mais próximo das festas, mais caro os produtos ficam. Outra opção é comprar em janeiro, quando há promoções.
Economia
Onde investir
Guardar uma parte do 13º é sempre recomendado, mas quem está endividado nem sempre consegue. Se for possível, o ideal é investir o dinheiro.
Até 5 anos
Se esse dinheiro será gasto em curto prazo, a dica é aplicá-lo em renda fixa, como títulos públicos, LCI, LCA e CDB.
Mais de 5 anos
Se for guardar o dinheiro a longo prazo, já pode começar a incluir na carteira de 5% a 10% de renda variável – ações e fundos multimercado –, sempre buscando gestores profissionais.

Qual a melhor forma de gastar o 13º salário?

Especialistas dizem que o ideal é dar 3 destinações ao dinheiro

Em meio a uma crise que combina desemprego, queda de renda e inflação alta, o fantasma da inadimplência tem batido à porta de muitos brasileiros. Com a proximidade do fim de ano, o 13º salário promete dar um alívio às contas. Mas qual é a melhor forma de gastar esse dinheiro extra?
Segundo especialistas, o ideal é dividir em três partes: pagar dívidas, reservar para as despesas de início de ano e comprar presentes. Se sobrar, pode engordar a poupança. Mas não é assim que a maior parte dos brasileiros pretende gastar o 13º.
Uma pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) constatou que 74% dos 1.037 consumidores entrevistados pretendem usar o dinheiro para pagar dívidas. O número de pessoas que usarão o 13º dessa forma subiu 8,82% ante 2014.
Foto: Ricardo MedeirosA professora Penha Barbosa, 50, contou que vai guardar e investir o 13º – uma parte em renda fixa e outra parte em um curso para a filha Talita, 19.

De acordo com Miguel de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, houve uma piora na capacidade de pagamento das famílias. “A inflação, os juros elevados e o desemprego fizeram com que o 13º tenha um destino: as dívidas. Principalmente cartão (44%) e cheque especial (39%). As pessoas também afirmam que vão gastar menos com presentes. Será o Natal do presentinho”.
No azul
Oliveira explica que o 13º tem que ser divido em três partes. “Uma parte para liquidar dívidas caras, como cheque especial e cartão; a segunda parte para o início do ano, para pagar IPVA, matrícula, uniforme, e outros; e a terceira parte para comprar presentes sem se endividar. A gente sempre recomenda guardar uma parte do salário ou do 13º, tanto para fazer frente a despesas neste tempo de crise, como para viajar, trocar o carro ou realizar sonhos”.
Para Sylvia Milaneze, educadora da DSOP Educação Financeira, usar o 13° para pagar dívidas é um erro. “Ao sair imediatamente pagando o que se deve, se esquece de um princípio fundamental da educação financeira: planejamento para se atingir objetivos”.
Ela explica que o primeiro passo é fazer um diagnóstico de sua situação financeira. Se o consumidor está com o nome sujo, é interessante usar, dentro de um planejamento, o dinheiro extra para esse pagamento.
“O 13º deve ser utilizado para sonhos e objetivos de curto, médio e longo prazos, no qual pode estar o de quitar as dívidas. Para quem está endividado, honrar com os compromissos deve estar no orçamento mensal”.
Quem consegue poupar, pode apostar na renda fixa, explica Renan Lima, sócio da Alphamar Investimentos. “Se o investimento tem prazo curto, o ideal é aplicar em renda fixa. Se o prazo é longo, pode incluir ativos de mais risco, para proporcionar ganhos maiores”.
Como dividir
Três partes
Segundo especialistas, o 13º tem que ser divido em 3 partes: uma para liquidar dívidas caras; a segunda para pagar contas de início de ano; e a terceira parte para comprar presentes sem se endividar.
Dívidas
Mais caras primeiro
As primeiras dívidas a serem pagas devem ser aquela que têm os maiores encargos, como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial. Use o 13º também para regularizar outras dívidas, negociando o estorno dos juros de mora embutidos.
Compras
Despesas
Quitadas as dívidas, reserve os valores necessários para as despesas de começo do ano (IPTU, IPVA e de despesas escolares (livros, uniformes e rematrículas).
Presentes
Separe uma parte para comprar à vista no Natal e não se endividar. Antecipe as compras, pois quanto mais próximo das festas, mais caro os produtos ficam. Outra opção é comprar em janeiro, quando há promoções.
Economia
Onde investir
Guardar uma parte do 13º é sempre recomendado, mas quem está endividado nem sempre consegue. Se for possível, o ideal é investir o dinheiro.
Até 5 anos
Se esse dinheiro será gasto em curto prazo, a dica é aplicá-lo em renda fixa, como títulos públicos, LCI, LCA e CDB.
Mais de 5 anos
Se for guardar o dinheiro a longo prazo, já pode começar a incluir na carteira de 5% a 10% de renda variável – ações e fundos multimercado –, sempre buscando gestores profissionais.
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