Precisamos voltar aos livros

O Ministério da Educação informou na semana passada que o grande gargalo da educação no Brasil é a falta de investimentos no Ensino Básico. Em artigo anterior, mostramos a discrepância entre o que se gasta no fundamental e o que é destinado ao Ensino Superior: nossos futuros doutores recebem muito mais atenção enquanto nossas crianças ficam, por assim dizer, com as sobras. O MEC quer mudar isso.

O Plano Nacional de Educação (PNE), período 2011-2020, que está tramitando no Congresso Nacional desde dezembro de 2010, determina a ampliação progressiva do investimento público em educação até atingir o mínimo de 7% do produto interno bruto (PIB) do País, com revisão desse percentual em 2015. Os países da América Latina investem, em média, 4,5% do PIB em educação. Houve um avanço nos últimos anos no Brasil. Em 2000, o investimento era de 3,9%. Passou para 4,7% em 2008. Mesmo assim, ainda teremos que estudar muito para chegar à meta pretendida.

Todavia, atingir a meta não significa resolver o problema: distribuir inteligentemente os recursos. Há alguns anos, a Prefeitura de São Paulo abriu concurso para gari. Uma quilométrica fila se formou. Nela, milhares de pessoas, centenas de graduados e seis doutores! Não nos referimos aqui aos médicos, mas sim àqueles que se graduam, fazem pós-graduação, mestrado e, finalmente, doutorado. Uma trajetória de anos de dedicação para acabar, como no caso de São Paulo, literalmente, na lata de lixo.

Temos, então, que repensar nosso sistema educacional. Quando o MEC constata que o nó górdio está na base, atesta que estamos formando doutores sem o tutano do conhecimento verdadeiro: podem ostentar o título, mas estão a anos-luz de um Nobel, por exemplo.

O caminho para o êxito tem que ser trilhado passando pela escola de tempo integral. Apesar da experiência dos Cieps nos anos 80, com Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, trata-se de algo considerado novo no País.

O Congresso Nacional tem papel preponderante na reorientação de rumos. Talvez tenhamos que fazer uma reforma constitucional que envolva primordialmente a educação já que metas e planos para serem consubstanciados precisam de um envolvimento de todos os setores da sociedade organizada. Acima de tudo: precisamos pensar, estudar, voltar aos livros. Neles, estão o passado, o presente e futuro. Neles, estão as pessoas que o Brasil quer e precisa formar.

Fonte: Gazeta Web

Precisamos voltar aos livros

O Ministério da Educação informou na semana passada que o grande gargalo da educação no Brasil é a falta de investimentos no Ensino Básico. Em artigo anterior, mostramos a discrepância entre o que se gasta no fundamental e o que é destinado ao Ensino Superior: nossos futuros doutores recebem muito mais atenção enquanto nossas crianças ficam, por assim dizer, com as sobras. O MEC quer mudar isso.

O Plano Nacional de Educação (PNE), período 2011-2020, que está tramitando no Congresso Nacional desde dezembro de 2010, determina a ampliação progressiva do investimento público em educação até atingir o mínimo de 7% do produto interno bruto (PIB) do País, com revisão desse percentual em 2015. Os países da América Latina investem, em média, 4,5% do PIB em educação. Houve um avanço nos últimos anos no Brasil. Em 2000, o investimento era de 3,9%. Passou para 4,7% em 2008. Mesmo assim, ainda teremos que estudar muito para chegar à meta pretendida.

Todavia, atingir a meta não significa resolver o problema: distribuir inteligentemente os recursos. Há alguns anos, a Prefeitura de São Paulo abriu concurso para gari. Uma quilométrica fila se formou. Nela, milhares de pessoas, centenas de graduados e seis doutores! Não nos referimos aqui aos médicos, mas sim àqueles que se graduam, fazem pós-graduação, mestrado e, finalmente, doutorado. Uma trajetória de anos de dedicação para acabar, como no caso de São Paulo, literalmente, na lata de lixo.

Temos, então, que repensar nosso sistema educacional. Quando o MEC constata que o nó górdio está na base, atesta que estamos formando doutores sem o tutano do conhecimento verdadeiro: podem ostentar o título, mas estão a anos-luz de um Nobel, por exemplo.

O caminho para o êxito tem que ser trilhado passando pela escola de tempo integral. Apesar da experiência dos Cieps nos anos 80, com Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, trata-se de algo considerado novo no País.

O Congresso Nacional tem papel preponderante na reorientação de rumos. Talvez tenhamos que fazer uma reforma constitucional que envolva primordialmente a educação já que metas e planos para serem consubstanciados precisam de um envolvimento de todos os setores da sociedade organizada. Acima de tudo: precisamos pensar, estudar, voltar aos livros. Neles, estão o passado, o presente e futuro. Neles, estão as pessoas que o Brasil quer e precisa formar.

Fonte: Gazeta Web

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