Operação Babilônia: o marketing poderá salvar a novela das 9?

Dizem que o movimento das asas de uma borboleta na China pode ser capaz de provocar um furacão no Caribe. Se isso faz sentido, só os físicos são capazes de dizer. Mais difícil é entender como os movimentos do consumidor brasileiro, do Marketing e da Administração podem afetar os rumos da novela das nove. Recém saída do forno, Babilônia é campeã em polêmicas e piadas no Twitter, por causa da baixa audiência. O fracasso está obrigando a Globo a reposicionar sua marca.

Os problemas começaram ainda no primeiro capítulo, com um beijo entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Na ocasião, lideranças evangélicas, como o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), pediram boicote à novela de Gilberto Braga e aos produtos da Natura, patrocinadora do folhetim. Além disso, com cenas muito escuras e tramas que não prenderam a atenção do telespectador, Babilônia passou a ter menos audiência que o Big Brother Brasil e jogos de futebol. De acordo com o colunista Daniel Castro, a novela derrubou o horário nobre da emissora em 19% e poderá entrar para a história da teledramaturgia como o pior Ibope das 21h. Com a situação exposta, a trama virou motivo de chacota nas redes sociais com a hashtag #DáMaisQueBabilônia.

Globo vai ao resgate

Para salvar seu principal produto, a Globo decidiu dar um choque de marketing em Babilônia. O primeiro passo foi mudar o logotipo, que abandonou as cores escuras e adotou outras mais alegres. Além disso, iniciou-se um processo de relançamento com novas chamadas que convidam o telespectador que nunca assistiu a capítulos da novela a conhecer a trama. As propagandas estão mais leves e focadas na mocinha interpretada por Camila Pitanga.

O esforço para salvar Babilônia também envolve outros programas da empresa. A novela e os atores participarão dos jornais e programas da auditório da Globo. Capítulos em que a personagem de Sophie Charlotte entraria na prostituição, apesar de prontos, foram jogados fora, reforçando uma questão crucial: a empresa não está disposta a brigar com seus consumidores.

Esse caso é quase um vale a pena ver de novo para a emissora. Em 1991, o mesmo Gilberto Braga precisou alterar os rumos da novela O Dono do Mundo por causa da rejeição do público à protagonista Márcia, interpretada por Malu Mader. Na trama, apesar de ser noiva, ela perdia a virgindade com o vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes), que a tratava como uma aposta. Na época, o público não torceu para que ela desse uma volta por cima e a solução para Gilberto Braga foi “corrigir” o personagem de Fagundes. “Corrigir foi muito complicado. Escrevi quase toda a novela deprimido”, disse Gilberto Braga em entrevista à Folha de São Paulo.

“Novela é feita para vender sabonete. A ação é interrompida a cada dez minutos para os comerciais. É diferente de um romance”, sentenciou o autor. Nesse caso, Babilônia precisar se reformular ou os sabonetes encalharão na prateleira.

Em tempo: administradores, vocês acreditam que esse relançamento da novela, com redefinição das estratégias, ajudará a Globo ou a solução está em outro lugar? Comentem!
Fonte: Administradores

 

Operação Babilônia: o marketing poderá salvar a novela das 9?

Dizem que o movimento das asas de uma borboleta na China pode ser capaz de provocar um furacão no Caribe. Se isso faz sentido, só os físicos são capazes de dizer. Mais difícil é entender como os movimentos do consumidor brasileiro, do Marketing e da Administração podem afetar os rumos da novela das nove. Recém saída do forno, Babilônia é campeã em polêmicas e piadas no Twitter, por causa da baixa audiência. O fracasso está obrigando a Globo a reposicionar sua marca.

Os problemas começaram ainda no primeiro capítulo, com um beijo entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Na ocasião, lideranças evangélicas, como o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), pediram boicote à novela de Gilberto Braga e aos produtos da Natura, patrocinadora do folhetim. Além disso, com cenas muito escuras e tramas que não prenderam a atenção do telespectador, Babilônia passou a ter menos audiência que o Big Brother Brasil e jogos de futebol. De acordo com o colunista Daniel Castro, a novela derrubou o horário nobre da emissora em 19% e poderá entrar para a história da teledramaturgia como o pior Ibope das 21h. Com a situação exposta, a trama virou motivo de chacota nas redes sociais com a hashtag #DáMaisQueBabilônia.

Globo vai ao resgate

Para salvar seu principal produto, a Globo decidiu dar um choque de marketing em Babilônia. O primeiro passo foi mudar o logotipo, que abandonou as cores escuras e adotou outras mais alegres. Além disso, iniciou-se um processo de relançamento com novas chamadas que convidam o telespectador que nunca assistiu a capítulos da novela a conhecer a trama. As propagandas estão mais leves e focadas na mocinha interpretada por Camila Pitanga.

O esforço para salvar Babilônia também envolve outros programas da empresa. A novela e os atores participarão dos jornais e programas da auditório da Globo. Capítulos em que a personagem de Sophie Charlotte entraria na prostituição, apesar de prontos, foram jogados fora, reforçando uma questão crucial: a empresa não está disposta a brigar com seus consumidores.

Esse caso é quase um vale a pena ver de novo para a emissora. Em 1991, o mesmo Gilberto Braga precisou alterar os rumos da novela O Dono do Mundo por causa da rejeição do público à protagonista Márcia, interpretada por Malu Mader. Na trama, apesar de ser noiva, ela perdia a virgindade com o vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes), que a tratava como uma aposta. Na época, o público não torceu para que ela desse uma volta por cima e a solução para Gilberto Braga foi “corrigir” o personagem de Fagundes. “Corrigir foi muito complicado. Escrevi quase toda a novela deprimido”, disse Gilberto Braga em entrevista à Folha de São Paulo.

“Novela é feita para vender sabonete. A ação é interrompida a cada dez minutos para os comerciais. É diferente de um romance”, sentenciou o autor. Nesse caso, Babilônia precisar se reformular ou os sabonetes encalharão na prateleira.

Em tempo: administradores, vocês acreditam que esse relançamento da novela, com redefinição das estratégias, ajudará a Globo ou a solução está em outro lugar? Comentem!
Fonte: Administradores

 

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