No campo profissional, espírito de equipe e controle emocional jogam junto contra “apagão”

Do futebol para o universo corporativo. A Copa do Mundo está chegando ao fim, mas deixa de herança exemplos que podem ser aplicados no cotidiano de trabalhadores dos mais diversos segmentos, marcados por pressão, nervosismo, envolvimento de equipe, competência técnica.
Segundo especialistas, as situações vividas dentro dos campos são também lições para aqueles que querem se tornar craques no desempenho da profissão. A começar pela capacidade de dar resultados coletivamente.
A perda do Brasil para a rival Alemanha nas semifinais ficará lembrada mundialmente como o episódio do “apagão” da Seleção Brasileira. Para a professora de Psicologia da Universidade Vila Velha (UVV) Ana Paula Faria, o fato deixa clara a necessidade de preparo técnico e emocional de uma equipe, a fim de superar uma “pane”.

“Existe um grupo de variáveis, como o cansaço e o despreparo, que podem levar a esse bloqueio. Por isso, é preciso que a equipe reúna seus talentos e competências para gerar resultados positivos independente da ausência de alguém”.

A mesma lição serve nos momentos em que um líder ou figura de referência de um time, como o camisa 10 Neymar, precisa se afastar do jogo. “Quem escolhe o líder são os liderados. A probabilidade é que o grupo vá escolher outro para ocupar aquele lugar ou se organizar sem ele. Temos que buscar como cada um pode dar o melhor de si para suprir a falta. O líder não pode ser mais forte que o coletivo”.

Outro momento comentado foi o choro dos jogadores durante a partida contra o Chile, que pôs em dúvida o preparo da Seleção. Afinal, é proibido chorar no trabalho? Na opinião da psicóloga Maria Teresa da Silva Cardoso, chorar não representa necessariamente uma fraqueza, e atualmente as organizações têm permitido que seus funcionários se expressem mais. No entanto, é preciso ter controle para que o choro não seja um sinal de instabilidade emocional ou incapacidade de lidar com desafios.

“Cabe também ao gestor fazer esse controle e observar se sua equipe está com dificuldades. A própria equipe também pode se mobilizar para dar um toque naquele funcionário”.

Impulsividade
Respostas mal dadas, posições agressivas, olhares atravessados. As consequências de um comportamento intempestivo como o do uruguaio Luis Suárez – que mordeu o zagueiro italiano Chiellini – assim como no futebol, também podem ser irreversíveis no mundo do trabalho. Por isso, é indicado controlar os ímpetos.

“No ambiente organizacional vão ser privilegiadas ações cuidadosas. É interessante que as pessoas não deixem suas ações impulsivas se tornarem mais corriqueiras do que as pensadas”, alerta Ana Paula.

Sobreviver aos momentos de pressão pode ser um grande desafio. Embora cada pessoa reaja de formas diferentes à essas situações, a professora Ana Paula dá a dica: “é necessário estar confiante de sua habilidade técnica para resolver a situação e saber que é preciso ter o máximo de calma”.

Mas, se apesar do esforço, o resultado não sair como o planejado, como foi o caso da derrota do Brasil por sete gols ou da Espanha, eliminada no início da Copa, ficar abalado pode piorar a situação, tirando o foco profissional. O indicado é avaliar os erros para não repetí-los. “É preciso ser resiliente e capaz de ajudar os colegas. A maturidade é fundamental para não contaminar a equipe negativamente”, diz Maria Teresa.

E se a meta é deixar o banco de reservas e passar a integrar o grupo dos titulares, determinação e motivação são fundamentais. “As vezes é interessante continuar numa situação de banco, vivenciar experiências para depois ser titular. Mas quando se perde oportunidades por faltar alguma coisa e continuamos no banco é preciso repensar se estamos no lugar certo”, ressalta Ana Paula.

Na opinião do consultor organizacional Sílvio Celestino, o sucesso profissional depende de que as pessoas enxerguem sua carreira como a “Copa das Copas”, buscando a execlência naquilo que fazem. Manter uma rede de relacionamentos que propiciem boas oportunidades também é importante.

“Sair da plateia significa parar de reclamar da empresa, do chefe, do mercado, do país e da má sorte que teve. Em sua carreira, você não está na arquibancada. Do mesmo modo que seria muito estranho ver um jogador se comportar, em campo, como se assistisse ao jogo, um profissional deve saber quando está apenas comentando sobre sua carreira e quando está jogando para ganhar”.

Análise

Capacidade para ouvir críticas

Um grande problema que as pessoas enfrentam é não encarar a profissão como a “Copa das Copas”. A solução passa por, primeiro, sair da plateia e, segundo, entrar em campo com todas as suas capacidades. Jogar para ganhar significa que você devebuscar excelência. O indivíduo deve ter certeza de que pode ser comparado aos melhores. Para fazer gols, tem de ser como o time da Alemanha: precisa de pessoas que o ajudem a penetrar na defesa, que lhe indiquem grandes oportunidades. Por último, você precisa criar uma paixão semelhante à do time do Brasil, que congrega pessoas ao seu redor, que todo mundo quer bem, mas que reclamam quando acham que as coisas vão mal. Sua capacidade de ouvir críticas e feedbacks determina o quanto você avançará. Assim como alguns jogadores, o mundo precisa de pessoas cuja carreira seja emocionante, de superação, e que trabalhem em equipe para chegar a resultados extraordinários. A sua carreira pode ser assim. Ela é sua Copa das Copas. Sílvio Celestino, Consultor Organizacional

Exemplos que vêm do esporte

Maturidade
Com a maturidade, o reconhecimento e a experiência profissional, as pessoas se tornam mais tolerantes às frustrações. Segundo especialistas, ficar abatido pode tornar a situação ainda pior. O conselho então é avaliar os erros para não repeti-los.

Funcionário intempestivo
Atitudes intempestivas como a mordida dada pelo jogador Suárez em seu adversário podem ser irreversíveis. Portanto, é sempre melhor pensar em vez de agir impulsivamente. As organizações valorizam os funcionários mais cuidadosos.

Determinação e treino
Determinação é fundamental e também um diferencial dentro das empresas. Ela passa pelo conhecimento técnico e pela valorização dos pontos fortes do indivíduo. Para alcançá-la, é preciso se identificar com o que faz profissionalmente.

Choro no trabalho
O choro no trabalho é válido em momentos de forte emoção e em alguns casos deve-se procurar lugares reservados para chorar. Mas é preciso não exagerar para que o choro não seja visto como sinal de incapacidade ou instabilidade emocional.

Um Messi entre nós
É sempre interessante contar com profissionais de destaque e que sejam referência. Mas a equipe e a união de competências para alcançar objetivos são sempre mais importantes. O coletivo deve estar à frente do individual e precisa
ser valorizado.

Motivação é bom
Estar motivado para fazer algo é fundamental para o sucesso. Mas não espere que esse sentimento parta dos outros. Motivação é uma razão para o indivíduo agir de determinada forma. Sendo assim, ela deve partir do próprio profissional.

Ser preterido
Aguardar uma promoção e ver outro colega ocupar o posto é ruim. Cillesen, o goleiro da Holanda substituído nos pênaltis, sabe disso. Nesses casos, é indicado conversar com o gestor para ter um retorno. Assim, possíveis erros podem
ser corrigidos.

Como agir na pressão
Agir em momentos de extrema pressão pode ser difícil, e muitas vezes os resultados são ruins. Por isso é necessário que o indivíduo aperfeiçoe suas capacidades para ter certeza de sua competência técnica. No mais, é preciso buscar ficar calmo.

Saída de um líder
Líderes são importantes, mas é indispensável saber que eles foram escolhidos por uma equipe. Em sua ausência, é preciso que todo o grupo reúna suas competências e habilidades a fim de suprir a falta e alcançar as metas estabelecidas.

Apagão e vexame
A dica também vale para quando uma figura de referência sofre o apagão: a equipe precisa estar unida e preparada para agir. Em casos de apagões como o da Seleção Brasileira, passado o momento de tristeza, é preciso avaliar os erros.

No campo profissional, espírito de equipe e controle emocional jogam junto contra “apagão”

Do futebol para o universo corporativo. A Copa do Mundo está chegando ao fim, mas deixa de herança exemplos que podem ser aplicados no cotidiano de trabalhadores dos mais diversos segmentos, marcados por pressão, nervosismo, envolvimento de equipe, competência técnica.
Segundo especialistas, as situações vividas dentro dos campos são também lições para aqueles que querem se tornar craques no desempenho da profissão. A começar pela capacidade de dar resultados coletivamente.
A perda do Brasil para a rival Alemanha nas semifinais ficará lembrada mundialmente como o episódio do “apagão” da Seleção Brasileira. Para a professora de Psicologia da Universidade Vila Velha (UVV) Ana Paula Faria, o fato deixa clara a necessidade de preparo técnico e emocional de uma equipe, a fim de superar uma “pane”.

“Existe um grupo de variáveis, como o cansaço e o despreparo, que podem levar a esse bloqueio. Por isso, é preciso que a equipe reúna seus talentos e competências para gerar resultados positivos independente da ausência de alguém”.

A mesma lição serve nos momentos em que um líder ou figura de referência de um time, como o camisa 10 Neymar, precisa se afastar do jogo. “Quem escolhe o líder são os liderados. A probabilidade é que o grupo vá escolher outro para ocupar aquele lugar ou se organizar sem ele. Temos que buscar como cada um pode dar o melhor de si para suprir a falta. O líder não pode ser mais forte que o coletivo”.

Outro momento comentado foi o choro dos jogadores durante a partida contra o Chile, que pôs em dúvida o preparo da Seleção. Afinal, é proibido chorar no trabalho? Na opinião da psicóloga Maria Teresa da Silva Cardoso, chorar não representa necessariamente uma fraqueza, e atualmente as organizações têm permitido que seus funcionários se expressem mais. No entanto, é preciso ter controle para que o choro não seja um sinal de instabilidade emocional ou incapacidade de lidar com desafios.

“Cabe também ao gestor fazer esse controle e observar se sua equipe está com dificuldades. A própria equipe também pode se mobilizar para dar um toque naquele funcionário”.

Impulsividade
Respostas mal dadas, posições agressivas, olhares atravessados. As consequências de um comportamento intempestivo como o do uruguaio Luis Suárez – que mordeu o zagueiro italiano Chiellini – assim como no futebol, também podem ser irreversíveis no mundo do trabalho. Por isso, é indicado controlar os ímpetos.

“No ambiente organizacional vão ser privilegiadas ações cuidadosas. É interessante que as pessoas não deixem suas ações impulsivas se tornarem mais corriqueiras do que as pensadas”, alerta Ana Paula.

Sobreviver aos momentos de pressão pode ser um grande desafio. Embora cada pessoa reaja de formas diferentes à essas situações, a professora Ana Paula dá a dica: “é necessário estar confiante de sua habilidade técnica para resolver a situação e saber que é preciso ter o máximo de calma”.

Mas, se apesar do esforço, o resultado não sair como o planejado, como foi o caso da derrota do Brasil por sete gols ou da Espanha, eliminada no início da Copa, ficar abalado pode piorar a situação, tirando o foco profissional. O indicado é avaliar os erros para não repetí-los. “É preciso ser resiliente e capaz de ajudar os colegas. A maturidade é fundamental para não contaminar a equipe negativamente”, diz Maria Teresa.

E se a meta é deixar o banco de reservas e passar a integrar o grupo dos titulares, determinação e motivação são fundamentais. “As vezes é interessante continuar numa situação de banco, vivenciar experiências para depois ser titular. Mas quando se perde oportunidades por faltar alguma coisa e continuamos no banco é preciso repensar se estamos no lugar certo”, ressalta Ana Paula.

Na opinião do consultor organizacional Sílvio Celestino, o sucesso profissional depende de que as pessoas enxerguem sua carreira como a “Copa das Copas”, buscando a execlência naquilo que fazem. Manter uma rede de relacionamentos que propiciem boas oportunidades também é importante.

“Sair da plateia significa parar de reclamar da empresa, do chefe, do mercado, do país e da má sorte que teve. Em sua carreira, você não está na arquibancada. Do mesmo modo que seria muito estranho ver um jogador se comportar, em campo, como se assistisse ao jogo, um profissional deve saber quando está apenas comentando sobre sua carreira e quando está jogando para ganhar”.

Análise

Capacidade para ouvir críticas

Um grande problema que as pessoas enfrentam é não encarar a profissão como a “Copa das Copas”. A solução passa por, primeiro, sair da plateia e, segundo, entrar em campo com todas as suas capacidades. Jogar para ganhar significa que você devebuscar excelência. O indivíduo deve ter certeza de que pode ser comparado aos melhores. Para fazer gols, tem de ser como o time da Alemanha: precisa de pessoas que o ajudem a penetrar na defesa, que lhe indiquem grandes oportunidades. Por último, você precisa criar uma paixão semelhante à do time do Brasil, que congrega pessoas ao seu redor, que todo mundo quer bem, mas que reclamam quando acham que as coisas vão mal. Sua capacidade de ouvir críticas e feedbacks determina o quanto você avançará. Assim como alguns jogadores, o mundo precisa de pessoas cuja carreira seja emocionante, de superação, e que trabalhem em equipe para chegar a resultados extraordinários. A sua carreira pode ser assim. Ela é sua Copa das Copas. Sílvio Celestino, Consultor Organizacional

Exemplos que vêm do esporte

Maturidade
Com a maturidade, o reconhecimento e a experiência profissional, as pessoas se tornam mais tolerantes às frustrações. Segundo especialistas, ficar abatido pode tornar a situação ainda pior. O conselho então é avaliar os erros para não repeti-los.

Funcionário intempestivo
Atitudes intempestivas como a mordida dada pelo jogador Suárez em seu adversário podem ser irreversíveis. Portanto, é sempre melhor pensar em vez de agir impulsivamente. As organizações valorizam os funcionários mais cuidadosos.

Determinação e treino
Determinação é fundamental e também um diferencial dentro das empresas. Ela passa pelo conhecimento técnico e pela valorização dos pontos fortes do indivíduo. Para alcançá-la, é preciso se identificar com o que faz profissionalmente.

Choro no trabalho
O choro no trabalho é válido em momentos de forte emoção e em alguns casos deve-se procurar lugares reservados para chorar. Mas é preciso não exagerar para que o choro não seja visto como sinal de incapacidade ou instabilidade emocional.

Um Messi entre nós
É sempre interessante contar com profissionais de destaque e que sejam referência. Mas a equipe e a união de competências para alcançar objetivos são sempre mais importantes. O coletivo deve estar à frente do individual e precisa
ser valorizado.

Motivação é bom
Estar motivado para fazer algo é fundamental para o sucesso. Mas não espere que esse sentimento parta dos outros. Motivação é uma razão para o indivíduo agir de determinada forma. Sendo assim, ela deve partir do próprio profissional.

Ser preterido
Aguardar uma promoção e ver outro colega ocupar o posto é ruim. Cillesen, o goleiro da Holanda substituído nos pênaltis, sabe disso. Nesses casos, é indicado conversar com o gestor para ter um retorno. Assim, possíveis erros podem
ser corrigidos.

Como agir na pressão
Agir em momentos de extrema pressão pode ser difícil, e muitas vezes os resultados são ruins. Por isso é necessário que o indivíduo aperfeiçoe suas capacidades para ter certeza de sua competência técnica. No mais, é preciso buscar ficar calmo.

Saída de um líder
Líderes são importantes, mas é indispensável saber que eles foram escolhidos por uma equipe. Em sua ausência, é preciso que todo o grupo reúna suas competências e habilidades a fim de suprir a falta e alcançar as metas estabelecidas.

Apagão e vexame
A dica também vale para quando uma figura de referência sofre o apagão: a equipe precisa estar unida e preparada para agir. Em casos de apagões como o da Seleção Brasileira, passado o momento de tristeza, é preciso avaliar os erros.

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