Inovar para ensinar

Em dezembro de 2013, recebemos uma boa notícia do Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que é aplicado a jovens na faixa dos 15 anos de idade. Entre 2003 e 2012 (ano da mais recente edição do programa), os estudantes brasileiros avançaram 35 pontos na avaliação da disciplina.

Mas, como ainda permanecemos entre os últimos colocados da avaliação realizada com 65 países, isso não parece muito. Na classificação relativa ao conhecimento de matemática, apesar dos pontos a mais, ficamos em 58º lugar. No entanto, deveríamos olhar com mais atenção para esse avanço, porque temos muito a aprender com ele.

Este é o foco de ampla matéria do Blog Educação sobre o ensino de matemática no país. Recomendo a leitura, não só a professores, mas a todos os que se interessam por novos caminhos para a Educação no Brasil. O texto traz exemplos de práticas de ensino que funcionam, o que explica o maior interesse dos estudantes pela matemática, além da opinião de especialistas.

Exemplos do Brasil e do mundo

Também no final de novembro de 2013, tomei conhecimento do livro “Volta ao mundo em 13 escolas. Sinais do futuro no presente”. Acessível na internet por licença Creative Commons, que permite o compartilhamento de conteúdo, o livro é resultado da pesquisa de quatro autores interessados pela Educação. Eles dedicaram quase dois anos de suas vidas a viagens pelo Brasil e o mundo, em busca de modelos inspiradores de ensino.

Para viabilizar esse sonho, eles se uniram no Coletivo Educação e foram atrás de patrocínio. Visitaram instituições de ensino em nove países, incluindo o Brasil, e registraram mais de 300 conversas, como eles mesmos relatam nas páginas iniciais do livro.

A “Volta ao mundo em 13 escolas” se apresenta em 293 páginas de leitura agradável, que podem ser seguidas de acordo com o interesse do leitor. Os capítulos têm vida própria, qualquer que seja a ordem da leitura. As práticas educacionais relatadas vão dos primeiros anos de escola ao aprendizado adulto e passam por assuntos muito presentes, como o empreendedorismo e a sustentabilidade.

O Brasil entrou nessa viagem com quatro exemplos. Os demais são da Argentina, África do Sul, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Índia e Indonésia.

Vale a pena ler, com calma, capítulo a capítulo, e constatar que a forma como se lida com o conhecimento faz toda a diferença no aprendizado. O mundo mudou, as pessoas mudaram, o ensino precisa mudar.

A lição que fica

Não resta a menor dúvida de que o Brasil ainda precisa de muitas escolas, carteiras, salas equipadas, laboratórios e professores dedicados. Também não restam dúvidas de que estamos avançando no caminho da qualidade. Mas, em descompasso com a maioria dos países.

Os resultados do Pisa e de outras provas às quais nossos estudantes se submetem não servem apenas para nos comparar com outros países, ou para justificar notas de corte no acesso à escola pública. Eles devem servir para questionarmos e reformularmos nosso modelo de Educação.

Os exemplos aqui citados merecem leitura e reflexão. Eles nos mostram que o ensino é matéria viva, que extrapola os ambientes convencionais e pode ser muito mais atraente e efetivo. Eles dão sentido ao ato de estudar e valorizam o aprendizado, porque aprender é fazer, experimentar, descobrir, criar.

Assim como esses trabalhos, muitos outros estão mudando a maneira de lidar com o ensino no Brasil, embora sejam iniciativas isoladas. Essas contribuições precisam ser vistas com um novo olhar. Está mais do que na hora de se promover uma revisão nos métodos de ensino, na formação dos professores e na maneira como as disciplinas são levadas aos estudantes.

Quando abriremos caminho para a inovação?

* Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna. 

Fonte: Uol

Inovar para ensinar

Em dezembro de 2013, recebemos uma boa notícia do Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que é aplicado a jovens na faixa dos 15 anos de idade. Entre 2003 e 2012 (ano da mais recente edição do programa), os estudantes brasileiros avançaram 35 pontos na avaliação da disciplina.

Mas, como ainda permanecemos entre os últimos colocados da avaliação realizada com 65 países, isso não parece muito. Na classificação relativa ao conhecimento de matemática, apesar dos pontos a mais, ficamos em 58º lugar. No entanto, deveríamos olhar com mais atenção para esse avanço, porque temos muito a aprender com ele.

Este é o foco de ampla matéria do Blog Educação sobre o ensino de matemática no país. Recomendo a leitura, não só a professores, mas a todos os que se interessam por novos caminhos para a Educação no Brasil. O texto traz exemplos de práticas de ensino que funcionam, o que explica o maior interesse dos estudantes pela matemática, além da opinião de especialistas.

Exemplos do Brasil e do mundo

Também no final de novembro de 2013, tomei conhecimento do livro “Volta ao mundo em 13 escolas. Sinais do futuro no presente”. Acessível na internet por licença Creative Commons, que permite o compartilhamento de conteúdo, o livro é resultado da pesquisa de quatro autores interessados pela Educação. Eles dedicaram quase dois anos de suas vidas a viagens pelo Brasil e o mundo, em busca de modelos inspiradores de ensino.

Para viabilizar esse sonho, eles se uniram no Coletivo Educação e foram atrás de patrocínio. Visitaram instituições de ensino em nove países, incluindo o Brasil, e registraram mais de 300 conversas, como eles mesmos relatam nas páginas iniciais do livro.

A “Volta ao mundo em 13 escolas” se apresenta em 293 páginas de leitura agradável, que podem ser seguidas de acordo com o interesse do leitor. Os capítulos têm vida própria, qualquer que seja a ordem da leitura. As práticas educacionais relatadas vão dos primeiros anos de escola ao aprendizado adulto e passam por assuntos muito presentes, como o empreendedorismo e a sustentabilidade.

O Brasil entrou nessa viagem com quatro exemplos. Os demais são da Argentina, África do Sul, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Índia e Indonésia.

Vale a pena ler, com calma, capítulo a capítulo, e constatar que a forma como se lida com o conhecimento faz toda a diferença no aprendizado. O mundo mudou, as pessoas mudaram, o ensino precisa mudar.

A lição que fica

Não resta a menor dúvida de que o Brasil ainda precisa de muitas escolas, carteiras, salas equipadas, laboratórios e professores dedicados. Também não restam dúvidas de que estamos avançando no caminho da qualidade. Mas, em descompasso com a maioria dos países.

Os resultados do Pisa e de outras provas às quais nossos estudantes se submetem não servem apenas para nos comparar com outros países, ou para justificar notas de corte no acesso à escola pública. Eles devem servir para questionarmos e reformularmos nosso modelo de Educação.

Os exemplos aqui citados merecem leitura e reflexão. Eles nos mostram que o ensino é matéria viva, que extrapola os ambientes convencionais e pode ser muito mais atraente e efetivo. Eles dão sentido ao ato de estudar e valorizam o aprendizado, porque aprender é fazer, experimentar, descobrir, criar.

Assim como esses trabalhos, muitos outros estão mudando a maneira de lidar com o ensino no Brasil, embora sejam iniciativas isoladas. Essas contribuições precisam ser vistas com um novo olhar. Está mais do que na hora de se promover uma revisão nos métodos de ensino, na formação dos professores e na maneira como as disciplinas são levadas aos estudantes.

Quando abriremos caminho para a inovação?

* Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna. 

Fonte: Uol

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