Empreendedores do conforto

Parece incompatível associar-se empreendedores a conforto.

Afinal, não se espera deles é que fiquem na zona de conforto. Entretanto, quem disse que não podem empreender para o conforto dos outros?

É difícil definir conforto, pois envolve desde aspectos externos a internos, ou seja, subjetivos. E, que dependem da percepção e avaliação individual, afetadas por valores, ambiente sociocultural, momento histórico e modelo mental.

Tem a ver com sensação de bem-estar, se sentir cômodo, ambientes e ajustes às necessidades dos indivíduos, alívio ou prevenção de estresse e de dores, permitir relaxamento, ser agradável, e até conforto e alívio espiritual.

Os aspectos do conforto e comodidade proporcionados pelos ambientes, objetos, “gadgets”, postos de trabalho oferecem muitos exemplos de oportunidades percebidas por empreendedores para criar produtos ergonômicos e serviços.

Nos ambientes de trabalho – o design dos teclados, apoio para pulsos e para os pés, bancada de trabalho e altura desta, a cadeira – são casos de produtos que incorporaram a preocupação de oferecer maior conforto para influenciar positivamente no desempenho.

Há cadeiras que oferecem diversos tipos de regulagem de altura, de ajuste ao formato da coluna e também de profundidade. Deste modo o indivíduo pode escolher o quanto de suporte prefere na região lombar. Assim, pode permanecer confortável sentado, e trabalhar por várias horas.

Aliás não somente as cadeiras de escritório seguiram estas tendências ergonômicas. Os bancos dos carros modernos permitem uma série de ajustes e de regulagens que, associadas aos ajustes da direção propiciam extremo conforto.

Nos ambientes tem-se a possibilidade de oferecer desde conforto térmico, acústico e de iluminação. E aí, entram aparelhos e sistemas de ar-condicionado e de calefação, isolamento acústico, janelas anti-ruído, projeto de iluminação e tipos de luminárias e lâmpadas que oferecem maior conforto visual.

E, já que falamos em conforto visual, tem-se diversos tipos de armações de óculos que se ajustam melhor ao rosto da pessoa, que não marcam ou machucam o nariz ou atrás da orelha. Sem falar nas lentes que podem até se ajustar com o grau de luminosidade ou até mesmo ajudar para que o motorista não seja ofuscado à noite.

Calçados e sandálias são itens que podem provocar extremo desconforto e até problemas.

Felizmente para os profissionais que trabalham horas seguidas em pé ou que tem que caminhar muito, houve empreendedores que procuraram soluções e designs mais ergonômicos, materiais mais confortáveis – menos pesados, com melhor ajuste térmico, mais macios e que amorteçam o impacto.

E aí ofereceram linhas de calçados para médicos e paramédicos.

Depois, estes calçados evoluíram para o público geral, uso cotidiano ou mesmo social. Há marcas voltadas exclusivamente para oferecer conforto para os pés femininos. Outros chegam a projetar os calçados ergonômicos que se ajustam ao formato do pé e à dinâmica de sua movimentação durante as passadas.

Ajudam, portanto, a alinhar a postura e o efeito gravitacional na coluna, no corpo, e usam materiais orgânicos e porosos.

E, por que não mencionar as confortáveis sandálias de borracha? Aquelas que são oferecidas de brinde às convidadas em festas de casamento, que, depois de sofrer usando calçados esteticamente bonitos, mas extremamente desconfortáveis, os retiram para dar alívio aos pés, usando as cômodas e simples sandálias!

Para o transporte das coisas que carregamos, felizmente, de há muito, empreendedores inventaram as malas com rodinhas, puxadores retráteis e reguláveis. O céus, que benção! Poder apenas empurrar as malas ao invés de carregá-las!

Um exemplo que foge aos mencionados: de empreendedores que descobriram que o cheiro das tintas incomodam profundamente os usuários, e conseguiram desenvolver um produto que minimizou o odor, e permite até que se volte ao ambiente no mesmo dia em que foi pintado.

Ou seja: não faltam oportunidades para desenvolver e criar produtos que eliminam ou minimizam o desconforto das pessoas. Há que estar atento para descobri-las e aproveitá-las.

Rose Mary Lopes Colunista

Professora e coordenadora do núcleo de empreendedorismo da ESPM

Fonte: Uol

 

Empreendedores do conforto

Parece incompatível associar-se empreendedores a conforto.

Afinal, não se espera deles é que fiquem na zona de conforto. Entretanto, quem disse que não podem empreender para o conforto dos outros?

É difícil definir conforto, pois envolve desde aspectos externos a internos, ou seja, subjetivos. E, que dependem da percepção e avaliação individual, afetadas por valores, ambiente sociocultural, momento histórico e modelo mental.

Tem a ver com sensação de bem-estar, se sentir cômodo, ambientes e ajustes às necessidades dos indivíduos, alívio ou prevenção de estresse e de dores, permitir relaxamento, ser agradável, e até conforto e alívio espiritual.

Os aspectos do conforto e comodidade proporcionados pelos ambientes, objetos, “gadgets”, postos de trabalho oferecem muitos exemplos de oportunidades percebidas por empreendedores para criar produtos ergonômicos e serviços.

Nos ambientes de trabalho – o design dos teclados, apoio para pulsos e para os pés, bancada de trabalho e altura desta, a cadeira – são casos de produtos que incorporaram a preocupação de oferecer maior conforto para influenciar positivamente no desempenho.

Há cadeiras que oferecem diversos tipos de regulagem de altura, de ajuste ao formato da coluna e também de profundidade. Deste modo o indivíduo pode escolher o quanto de suporte prefere na região lombar. Assim, pode permanecer confortável sentado, e trabalhar por várias horas.

Aliás não somente as cadeiras de escritório seguiram estas tendências ergonômicas. Os bancos dos carros modernos permitem uma série de ajustes e de regulagens que, associadas aos ajustes da direção propiciam extremo conforto.

Nos ambientes tem-se a possibilidade de oferecer desde conforto térmico, acústico e de iluminação. E aí, entram aparelhos e sistemas de ar-condicionado e de calefação, isolamento acústico, janelas anti-ruído, projeto de iluminação e tipos de luminárias e lâmpadas que oferecem maior conforto visual.

E, já que falamos em conforto visual, tem-se diversos tipos de armações de óculos que se ajustam melhor ao rosto da pessoa, que não marcam ou machucam o nariz ou atrás da orelha. Sem falar nas lentes que podem até se ajustar com o grau de luminosidade ou até mesmo ajudar para que o motorista não seja ofuscado à noite.

Calçados e sandálias são itens que podem provocar extremo desconforto e até problemas.

Felizmente para os profissionais que trabalham horas seguidas em pé ou que tem que caminhar muito, houve empreendedores que procuraram soluções e designs mais ergonômicos, materiais mais confortáveis – menos pesados, com melhor ajuste térmico, mais macios e que amorteçam o impacto.

E aí ofereceram linhas de calçados para médicos e paramédicos.

Depois, estes calçados evoluíram para o público geral, uso cotidiano ou mesmo social. Há marcas voltadas exclusivamente para oferecer conforto para os pés femininos. Outros chegam a projetar os calçados ergonômicos que se ajustam ao formato do pé e à dinâmica de sua movimentação durante as passadas.

Ajudam, portanto, a alinhar a postura e o efeito gravitacional na coluna, no corpo, e usam materiais orgânicos e porosos.

E, por que não mencionar as confortáveis sandálias de borracha? Aquelas que são oferecidas de brinde às convidadas em festas de casamento, que, depois de sofrer usando calçados esteticamente bonitos, mas extremamente desconfortáveis, os retiram para dar alívio aos pés, usando as cômodas e simples sandálias!

Para o transporte das coisas que carregamos, felizmente, de há muito, empreendedores inventaram as malas com rodinhas, puxadores retráteis e reguláveis. O céus, que benção! Poder apenas empurrar as malas ao invés de carregá-las!

Um exemplo que foge aos mencionados: de empreendedores que descobriram que o cheiro das tintas incomodam profundamente os usuários, e conseguiram desenvolver um produto que minimizou o odor, e permite até que se volte ao ambiente no mesmo dia em que foi pintado.

Ou seja: não faltam oportunidades para desenvolver e criar produtos que eliminam ou minimizam o desconforto das pessoas. Há que estar atento para descobri-las e aproveitá-las.

Rose Mary Lopes Colunista

Professora e coordenadora do núcleo de empreendedorismo da ESPM

Fonte: Uol

 

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