Só 10% dos detentos têm acesso à educação nas prisões

Brasil – Na teoria, devia ser um caminho para a reinserção de detentos à sociedade, como instrumento de diminuição da reincidência criminal e contraponto à “escola do crime”, mas dados do IBGE apontam que projetos educacionais alcançam apenas 10,2% dos presos brasileiros. Do total de 574.027 pessoas privadas de liberdade no País, apenas 58.750 têm acesso à escolarização.

Conforme especialistas, o quadro se torna ainda mais catastrófico quando é analisado o perfil de escolaridade da população prisional. Quase metade dos detentos brasileiros não têm ensino fundamental completo, e mais de 25 mil são analfabetos. Isso representa que demanda não falta, o que falta são projetos eficientes.

O descaso é confirmado pela Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, que fez uma pesquisa in loco em prisões brasileiras. “Informações e análises diversas apontam a profunda precariedade do atendimento educacional no sistema prisional brasileiro que enfrenta graves problemas de acesso e de qualidade marcados pela falta de profissionais de educação, projeto pedagógico, infraestrutura, formação continuada e materiais didáticos”, conclui a pesquisa, conduzida pela educadora Denise Carreira.

Para a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Mariângela Graciano, a oferta de educação nas prisões precisa enfrentar alguns desafios. Ela diz que pesquisas dizem que os presos têm vontade de estudar, o problema é que o horário do estudo coincide com trabalho, já que muitos precisam trabalhar nas prisões para sustentar suas famílias, como comenta a pesquisadora da Unifesp.

Para o Conselho Nacional de Educação (CNE), para melhorar o quadro de baixa oferta de educação nas prisões, o Estado precisa atuar de forma articulada. “Cabe às secretarias estaduais de educação tomarem a iniciativa de procurar as secretarias de justiça e os órgãos estatais reponsáveis pelos sistemas prisionais. O preso deve ter o seu direito à educação assegurado pelo Estado. Os familiares insatisfeitos com a falta de escola nas prisões devem procurar o Ministério Público”, fala José Fernandes de Lima, presidente do CNE.

Fonte: Portal IG

Só 10% dos detentos têm acesso à educação nas prisões

Brasil – Na teoria, devia ser um caminho para a reinserção de detentos à sociedade, como instrumento de diminuição da reincidência criminal e contraponto à “escola do crime”, mas dados do IBGE apontam que projetos educacionais alcançam apenas 10,2% dos presos brasileiros. Do total de 574.027 pessoas privadas de liberdade no País, apenas 58.750 têm acesso à escolarização.

Conforme especialistas, o quadro se torna ainda mais catastrófico quando é analisado o perfil de escolaridade da população prisional. Quase metade dos detentos brasileiros não têm ensino fundamental completo, e mais de 25 mil são analfabetos. Isso representa que demanda não falta, o que falta são projetos eficientes.

O descaso é confirmado pela Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, que fez uma pesquisa in loco em prisões brasileiras. “Informações e análises diversas apontam a profunda precariedade do atendimento educacional no sistema prisional brasileiro que enfrenta graves problemas de acesso e de qualidade marcados pela falta de profissionais de educação, projeto pedagógico, infraestrutura, formação continuada e materiais didáticos”, conclui a pesquisa, conduzida pela educadora Denise Carreira.

Para a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Mariângela Graciano, a oferta de educação nas prisões precisa enfrentar alguns desafios. Ela diz que pesquisas dizem que os presos têm vontade de estudar, o problema é que o horário do estudo coincide com trabalho, já que muitos precisam trabalhar nas prisões para sustentar suas famílias, como comenta a pesquisadora da Unifesp.

Para o Conselho Nacional de Educação (CNE), para melhorar o quadro de baixa oferta de educação nas prisões, o Estado precisa atuar de forma articulada. “Cabe às secretarias estaduais de educação tomarem a iniciativa de procurar as secretarias de justiça e os órgãos estatais reponsáveis pelos sistemas prisionais. O preso deve ter o seu direito à educação assegurado pelo Estado. Os familiares insatisfeitos com a falta de escola nas prisões devem procurar o Ministério Público”, fala José Fernandes de Lima, presidente do CNE.

Fonte: Portal IG