Seu celular vai ficar 50 vezes mais rápido

A ampliação do sistema 4G vai tornar a rede brasileira compatível com a tecnologia de mais 20 países. Para o consumidor, isso significa um número maior de aparelhos importados que poderão acessar a internet móvel ultrarrápida no Brasil. O sistema 4G é 50 vezes mais rápido do que o 3G, tecnologia mais usada hoje em dia.

A vantagem também será a expansão da cobertura do sinal. Equipamentos instalados nas antenas de celular serão capazes de atender mais regiões e mais pessoas sem risco de uma rede sobrecarregada.

No dia 30 de setembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai realizar um novo leilão de faixas direcionadas a banda larga de 4ª geração. São seis lotes de frequência de 700 megahertz (MHz), a mesma usada, por exemplo, pelos Estados Unidos. O edital prevê arrecadação mínima de R$ 7,7 bilhões.

celular

 

No Brasil, o 4G, apesar de já oferecer uma nova experiência de navegação, ainda engatinha e só deve alcançar uma qualidade superior com a distribuição dos novos lotes. É que a nova frequência terá papel fundamental para o aumento da interatividade e para a redução dos congestionamentos no serviço de telefonia móvel.

O novo sistema será capaz de oferecer ao consumidor mais canais simultâneos de conexão sem a necessidade de instalação de um grande número de antenas, pois a nova frequência tem o poder de alcance superior ao modelo adotado atualmente no país. É isso que torna o leilão tão atrativo comercialmente, pois o investimento para levar o sinal de 4ª geração para diversas cidades será bem menor.

Desde de 2013, a conexão 4G vem, aos poucos, sendo instaladas nas cidades brasileiras. Os investimentos são resultados de uma disputa, realizada em 2012, que dividiu faixas na frequência 2,5 gigahertz, mesmo sistema adotado por 45 países.

No Espírito Santo, o serviço passou a ser oferecido pela Vivo em meados de 2013. Neste ano, a Claro também começou a atender aos clientes, no Estado, com o acesso mais veloz. A principal diferença entre esse serviço e as outras conexões móveis é a forma em que o acesso chega até o usuário.

Na prática, o 4G é mais rápido, alcançando uma velocidade de até 100Mbps, por ser constituído de uma total tecnologia de internet; já o 3G, que chega no máximo a 2 Mbps, é uma “adaptação” da rede de voz.

Com a banda larga de 4ª geração, os usuários podem acessar mapas, carregar dados e imagens de forma quase instantânea, sendo possível, também, se conectar a outras pessoas por vídeos, com chamadas interativas.

“A expectativa é que diminua as interferências e saturação das redes. A nova frequência permitirá as operadoras atenderem mais gente, aumentando consideravelmente o número de usuários. Com mais clientes usando a tecnologia, a tendência é o serviço se tornar mais popular. As pessoas vão migrar para o 4G e liberar o 3G para o serviço de voz”, diz o consultor em tecnologia, Gilberto Sudré.

Expansão do 4G também pode interferir na TV digital

O plano de expansão do 4G causa preocupação no mercado. O medo é que a nova frequência cause interferência no serviço de TV digital, que opera numa faixa bem próxima. As frequências são como estradas. Cada serviço, como rádio, TV, 2G, 3G ou 4G trafega em uma faixa diferente. O problema é que na frequência de 700MHz existe muita poluição. As empresas terão que arcar com custos para solucionar as interferências e liberar a faixa, que hoje é ocupada por emissoras de TV analógica.

Aparelhos atuais são incompatíveis
Mesmo com a nova frequência de 700 megahertz (MHz), que irá ampliar a tecnologia 4G e promete melhorar o acesso à internet, usuários de telefonia que já têm celulares 4G não deverão ser beneficiados. Isso porque não vai ser possível acessar a nova banda, uma vez que os aparelhos terão a funcionalidade limitada à frequência atual de 2,5 gigahertz (GHz).

O especialista na área de telecomunicações e diretor-pesquisador do Instituto Internacional de Tecnologia e Informação Científica (IITIC), Renan Barcellos, diz que, por enquanto, a alternativa do usuário que quiser usar o 4G em 700 MGz, quando em funcionamento, será comprar um novo aparelho, que ainda deverá ser homologado pela Anatel. Ele frisou, também, que isso tem gerado, inclusive, a insatisfação de associações de defesa do consumidor, que reclamam que o cliente “não está sendo bem informado sobre essa obrigação”.

A Proteste, por exemplo, já chegou a enviar um ofício questionando a Anatel sobre os primeiros passos do 4G no Brasil. Para a entidade, é preciso alertar os consumidores, uma vez que os aparelhos são vendidos a preços superiores a R$ 2 mil. Em contrapartida, executivos do setor de telefonia argumentam que a limitação não chega a ser um problema, já que as pessoas costumam trocar de celular de dois em dois anos.

Certificação
A Anatel informou que, até o momento, nenhuma empresa entrou com pedido para certificação de aparelhos móveis na faixa de 700 Mhz. Mas esclareceu que após a publicação do Regulamento de Avaliação de Interferências e do Edital de Licitação da Banda de 700 Mhz, não haverá impedimento legal e de requisitos técnicos para que fabricantes e fornecedores de produtos solicitem a certificação de aparelhos móveis na faixa de 700 Mhz.

“Contudo, os aparelhos só poderão ser utilizados após a emissão da outorga à prestadora do serviço de telecomunicações vencedora da licitação da faixa”, declarou a instituição, por meio de nota.

O consultor em tecnologia Gilberto Sudré pondera, porém, que celulares já vendidos no exterior, a exemplo do iPhone comercializado nos Estados Unidos, poderão operar no 4G nacional. Ele acredita que, como o sistema brasileiro será compatível com o já disponível em outros países, a tendência é de que quando novos modelos sejam produzidos, a indústria fabrique em maior número e isso ajude a reduzir os preços dos aparelhos.

Análise

A revolução do 4G e suas mudanças

A Banda Larga Móvel será a grande revolução em termos de comunicação, notadamente a comunicação multimídia. Para que essa revolução seja possível, a tecnologia LTE (Long Term Evolution) é essencial. No Brasil, essa tecnologia encontra-se em fase inicial de implantação, mas o grande avanço virá com o leilão da frequência de 700 MHz. Um dos fatores que pode limitar essa implantação é que o 4G não é uma evolução do 3G, mas uma nova concepção de rede com uma nova arquitetura. O 4G é uma rede plenamente ajustada às necessidades de comunicação via internet. Traz como benefícios o acesso em altas taxas de dados, podendo chegar no futuro a 100 Mbps; Sendo uma tecnologia do mundo da internet, todas as tecnologias associadas estarão disponíveis, inclusive os aspectos de segurança da informação. Do lado do usuário, haverá necessidade de mudança nos dispositivos móveis e haverá uma grande mudança cultural no uso da rede. Em termos práticos, a rede 4G será apropriada para aplicações móveis centradas no sinal de vídeo, inclusive vídeos de alta resolução. A velocidade de implantação do 4G dependerá da capacidade de investimento das operadoras.

Seu celular vai ficar 50 vezes mais rápido

A ampliação do sistema 4G vai tornar a rede brasileira compatível com a tecnologia de mais 20 países. Para o consumidor, isso significa um número maior de aparelhos importados que poderão acessar a internet móvel ultrarrápida no Brasil. O sistema 4G é 50 vezes mais rápido do que o 3G, tecnologia mais usada hoje em dia.

A vantagem também será a expansão da cobertura do sinal. Equipamentos instalados nas antenas de celular serão capazes de atender mais regiões e mais pessoas sem risco de uma rede sobrecarregada.

No dia 30 de setembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai realizar um novo leilão de faixas direcionadas a banda larga de 4ª geração. São seis lotes de frequência de 700 megahertz (MHz), a mesma usada, por exemplo, pelos Estados Unidos. O edital prevê arrecadação mínima de R$ 7,7 bilhões.

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No Brasil, o 4G, apesar de já oferecer uma nova experiência de navegação, ainda engatinha e só deve alcançar uma qualidade superior com a distribuição dos novos lotes. É que a nova frequência terá papel fundamental para o aumento da interatividade e para a redução dos congestionamentos no serviço de telefonia móvel.

O novo sistema será capaz de oferecer ao consumidor mais canais simultâneos de conexão sem a necessidade de instalação de um grande número de antenas, pois a nova frequência tem o poder de alcance superior ao modelo adotado atualmente no país. É isso que torna o leilão tão atrativo comercialmente, pois o investimento para levar o sinal de 4ª geração para diversas cidades será bem menor.

Desde de 2013, a conexão 4G vem, aos poucos, sendo instaladas nas cidades brasileiras. Os investimentos são resultados de uma disputa, realizada em 2012, que dividiu faixas na frequência 2,5 gigahertz, mesmo sistema adotado por 45 países.

No Espírito Santo, o serviço passou a ser oferecido pela Vivo em meados de 2013. Neste ano, a Claro também começou a atender aos clientes, no Estado, com o acesso mais veloz. A principal diferença entre esse serviço e as outras conexões móveis é a forma em que o acesso chega até o usuário.

Na prática, o 4G é mais rápido, alcançando uma velocidade de até 100Mbps, por ser constituído de uma total tecnologia de internet; já o 3G, que chega no máximo a 2 Mbps, é uma “adaptação” da rede de voz.

Com a banda larga de 4ª geração, os usuários podem acessar mapas, carregar dados e imagens de forma quase instantânea, sendo possível, também, se conectar a outras pessoas por vídeos, com chamadas interativas.

“A expectativa é que diminua as interferências e saturação das redes. A nova frequência permitirá as operadoras atenderem mais gente, aumentando consideravelmente o número de usuários. Com mais clientes usando a tecnologia, a tendência é o serviço se tornar mais popular. As pessoas vão migrar para o 4G e liberar o 3G para o serviço de voz”, diz o consultor em tecnologia, Gilberto Sudré.

Expansão do 4G também pode interferir na TV digital

O plano de expansão do 4G causa preocupação no mercado. O medo é que a nova frequência cause interferência no serviço de TV digital, que opera numa faixa bem próxima. As frequências são como estradas. Cada serviço, como rádio, TV, 2G, 3G ou 4G trafega em uma faixa diferente. O problema é que na frequência de 700MHz existe muita poluição. As empresas terão que arcar com custos para solucionar as interferências e liberar a faixa, que hoje é ocupada por emissoras de TV analógica.

Aparelhos atuais são incompatíveis
Mesmo com a nova frequência de 700 megahertz (MHz), que irá ampliar a tecnologia 4G e promete melhorar o acesso à internet, usuários de telefonia que já têm celulares 4G não deverão ser beneficiados. Isso porque não vai ser possível acessar a nova banda, uma vez que os aparelhos terão a funcionalidade limitada à frequência atual de 2,5 gigahertz (GHz).

O especialista na área de telecomunicações e diretor-pesquisador do Instituto Internacional de Tecnologia e Informação Científica (IITIC), Renan Barcellos, diz que, por enquanto, a alternativa do usuário que quiser usar o 4G em 700 MGz, quando em funcionamento, será comprar um novo aparelho, que ainda deverá ser homologado pela Anatel. Ele frisou, também, que isso tem gerado, inclusive, a insatisfação de associações de defesa do consumidor, que reclamam que o cliente “não está sendo bem informado sobre essa obrigação”.

A Proteste, por exemplo, já chegou a enviar um ofício questionando a Anatel sobre os primeiros passos do 4G no Brasil. Para a entidade, é preciso alertar os consumidores, uma vez que os aparelhos são vendidos a preços superiores a R$ 2 mil. Em contrapartida, executivos do setor de telefonia argumentam que a limitação não chega a ser um problema, já que as pessoas costumam trocar de celular de dois em dois anos.

Certificação
A Anatel informou que, até o momento, nenhuma empresa entrou com pedido para certificação de aparelhos móveis na faixa de 700 Mhz. Mas esclareceu que após a publicação do Regulamento de Avaliação de Interferências e do Edital de Licitação da Banda de 700 Mhz, não haverá impedimento legal e de requisitos técnicos para que fabricantes e fornecedores de produtos solicitem a certificação de aparelhos móveis na faixa de 700 Mhz.

“Contudo, os aparelhos só poderão ser utilizados após a emissão da outorga à prestadora do serviço de telecomunicações vencedora da licitação da faixa”, declarou a instituição, por meio de nota.

O consultor em tecnologia Gilberto Sudré pondera, porém, que celulares já vendidos no exterior, a exemplo do iPhone comercializado nos Estados Unidos, poderão operar no 4G nacional. Ele acredita que, como o sistema brasileiro será compatível com o já disponível em outros países, a tendência é de que quando novos modelos sejam produzidos, a indústria fabrique em maior número e isso ajude a reduzir os preços dos aparelhos.

Análise

A revolução do 4G e suas mudanças

A Banda Larga Móvel será a grande revolução em termos de comunicação, notadamente a comunicação multimídia. Para que essa revolução seja possível, a tecnologia LTE (Long Term Evolution) é essencial. No Brasil, essa tecnologia encontra-se em fase inicial de implantação, mas o grande avanço virá com o leilão da frequência de 700 MHz. Um dos fatores que pode limitar essa implantação é que o 4G não é uma evolução do 3G, mas uma nova concepção de rede com uma nova arquitetura. O 4G é uma rede plenamente ajustada às necessidades de comunicação via internet. Traz como benefícios o acesso em altas taxas de dados, podendo chegar no futuro a 100 Mbps; Sendo uma tecnologia do mundo da internet, todas as tecnologias associadas estarão disponíveis, inclusive os aspectos de segurança da informação. Do lado do usuário, haverá necessidade de mudança nos dispositivos móveis e haverá uma grande mudança cultural no uso da rede. Em termos práticos, a rede 4G será apropriada para aplicações móveis centradas no sinal de vídeo, inclusive vídeos de alta resolução. A velocidade de implantação do 4G dependerá da capacidade de investimento das operadoras.

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