Levantamento realizado pela Faculdade Pio XII, por meio do Centro de Pesquisas Rachid Mohamd Chibib, indica que 83% dos usuários do sistema de transporte coletivo da Grande Vitória têm medo de serem assaltados dentro dos ônibus. Os dados dos estudos que traçam o perfil psicológico do usuário de ônibus coletivo fazem parte de uma pesquisa que envolveu 1.020 passageiros, cujo resultado foi exposto na noite de quarta (30) durante reunião da Frente Parlamentar de Combate à Violência nos Transportes Coletivos do Espírito Santo.

O temor de ser assaltado é motivado pela insegurança no sistema, haja vista dados mostrados durante o debate, mapeados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), que apontam o registro de uma média de um assalto por dia nos coletivos da Região Metropolitana, no período de janeiro a julho de 2019.

As estatísticas apresentadas, no entanto, mostram que, apesar de ainda preocupante, os registros formais dos números de assaltos estão diminuindo nos últimos anos, quais sejam: 810 (2016), 836 (2017), 552 (2018) e 232

(2019 – até o mês de julho).

O presidente da Frente, deputado Danilo Bahiense (PSL), lançou dúvidas se realmente a incidência caiu muito, e disse que boa parte da redução pode estar relacionada ao desestímulo de registros provocado por desativações de delegacias policiais.

“Nos últimos dois anos várias delegacias foram desativadas na Grande Vitória e em todo o estado. E isso desestimula o registro de ocorrências, pois o cidadão, muitas vezes, precisa andar muito para achar alguma unidade (policial) que o atenda, e acaba desistindo”, afirmou.

A pesquisa da Faculdade Pio XII, realizada em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, revela também que 80,98% dos entrevistados disseram que as polícias não têm sido eficazes no combate aos roubos no sistema coletivo.

Os dados indicam ainda que o celular é o objeto mais roubado pelos criminosos, seguido de dinheiro e outros pertences. As armas mais usadas pelos ladrões são revólver, pistola e faca.

No relatório da pesquisa, coordenada pelo professor Robson Carlos de Souza, é apontado que os usuários dos ônibus vivem uma situação de medo e insegurança, “e sem ter a quem recorrer”.

O representante da secretaria de Segurança Pública no encontro, coronel Anderson Loureiro, defendeu investimentos em inteligência policial para enfrentar a violência não apenas no transporte coletivo, mas na sociedade de forma geral.

Ele disse que o Espírito Santo tenta há anos implantar o sistema de reconhecimento facial no sistema de segurança pública, mas isso ainda não é uma realidade.

Conforme o coronel, a tecnologia é indispensável para que o Poder Público avance no combate ao crime numa realidade em que o estado brasileiro está cada vez mais sem recursos para investir nas políticas públicas.

Outros PMs presentes no evento, entre eles os coronéis Márcio Borges (1º Batalhão) e Marcelo Tavares de Souza (6º Batalhão) apontaram a necessidade de alterações nas leis anticrime.

Eles criticaram as audiências de custódia nas quais, segundo disseram, boa parte dos criminosos acaba solta, acrescentando que os PMs ainda têm de responder a investigação quando o preso alega, de forma “mentirosa” que sofreu constrangimento ou foi espancado.

Conforme argumentaram, há uma sensação de impunidade, e o policial não tem a segurança jurídica necessária para o combate rigoroso exigido no enfrentamento da criminalidade.

Durante a audiência foram apontadas ainda necessidade de reestruturação nos terminais de ônibus coletivos da Grande Vitória, pois falhas de infraestrutura estariam favorecendo a ação dos bandidos.

Entre as providencias a serem tomadas: melhor iluminação, reorganização dos espaços ocupados por ambulantes, pois muitos prejudicam o campo de ação da polícia, além do combate a extorsões cobradas clandestinamente dentro dos terminais para que haja comércio de alimentos e outros produtos.

O deputado Capitão Assumção defendeu combate implacável contra os ladrões que agem no sistema de transporte coletivo, e reforçou a necessidade de mudanças na legislação anticrime.

Segundo ele, o policial precisa ter a garantia do Poder Público de que será amparado pela lei para que possa agir com rigor, sem medo de retaliações do próprio Estado.

Danilo Bahiense adiantou que o colegiado vai realizar vários debates sobre a violência nos ônibus coletivos. Após essas discussões, explicou, haverá a elaboração de indicações ao governo de medidas a serem tomadas para enfrentar o problema.

Fonte: Assembleia Legislativa do estado do Espírito Santo

 

Professor Robson recebe prestigio da Faculdade PIO XII

A pesquisa foi encabeçada pelo Professor Robson, que contou com o prestígio da Presidente Mantenedora da Faculdade Pio XII, a senhora Thereza Villas Chibib, em sua explanação para a Frente Parlamentar de Combate à Violência nos Transportes Coletivos. Para a Sra. Thereza é uma honra ver professorar da instituição elevando e levando o nome da instituição para debates tão importantes para toda a sociedade, isso mostra como a instituição tem interesse pela comunidade e seu desenvolvimento.

 

Robson Carlos de Souza, além de professor da Faculdade PIO XII desde 2013, e coordenador do nosso Centro de Pesquisas desde 2014, é Mestre em Gestão Empresarial pela FGV, Bacharel em Direito e como os presentes na solenidade de ontem puderam ver, um excelente palestrante e consultor de empresas.

A família sente orgulho de seus colaboradores, principalmente quando eles nos ajudam a prestar serviços e consultorias que auxiliam à sociedade a se desenvolver. Parabéns, professor Robson!