PRF usa bombas de gás e spray de pimenta para dispersar manifestação de professores

A semana começou com protestos dos professores da rede municipal de ensino na Grande Vitória. Professores dos municípios de Vila Velha e da Serra foram às ruas pedir mais valorização da categoria. Na Serra, o ato foi mais complexo. A Polícia Rodoviária Federal precisou usar spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar o grupo de manifestantes, após a BR 101 ficar fechada por cerca de duas horas.

Os protestos tiveram início às 7h30, em ato unificado, nos dois municípios, e faz parte da programação nacional sugerida pela Comissão Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Mais atos estão marcados para esta terça (17) e quarta-feira (18). Nesta terça-feira, a manifestação acontece em Vitória, em um ato conjunto de todo Estado. O ato público acontece no HortoMercado, localizado na Enseada do Suá, na Capital, com destino à Assembleia Legislativa. À tarde, está previsto um ato em frente a Prefeitura da Serra, em Serra-Sede, e outro em frente a Prefeitura de Vitória, por volta das 15h.

Em Vila Velha, a concentração aconteceu na subida da Terceira Ponte, ocasionando engarrafamento nos principais acessos à ponte. De lá, os professores seguiram pelas Avenidas Carioca, Gil Veloso, Henrique Moscoso até a Avenida Castelo Branco, onde fica localizada a sede da secretaria de educação do município. A manifestação teve foi acompanhada pela Guarda Municipal de Trânsito e não houve tumulto.

Já na Serra, a manifestação teve início em Carapina e seguiu pela BR 101 e Reta do Aeroporto, no sentido Vitória, ocupando todas as faixas da via. Ao chegarem em frente ao Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, já na Capital, os professores resolveram retornar a Carapina e terminar o ato em frente a um supermercado, na pista lateral da rodovia.

Com a interrupção dos dois sentidos da Reta do Aeroporto, motoristas ficaram presos por cerca de duas horas no trânsito. No sentido Vitória, motociclistas desligaram as motos e as carregavam pelo acostamento para conseguir chegar a Capital. Apesar de todo o transtorno, o marceneiro Deolindo Branco, 65 anos, acha legítimo o ato realizado pelos professores.

“Estou há duas horas. Tô indo para o trabalho. Cada um tem o direito de fazer o que bem entende, né? Só que a gente sofre. Eles tem o direito, nós estamos na democracia. Não posso fazer nada”, afirmou.

No retorno ao município da Serra, houve discussão entre agentes da Polícia Rodoviária Federal e os manifestantes. A polícia queria que os professores seguissem ocupando apenas uma faixa da Reta do Aeroporto. Como eles seguiram irredutíveis em atender ao pedido, a Tropa de Choque da Polícia Rodoviária Federal foi acionada para dispersar a manifestação. Enquanto os manifestantes resolveram fazer uma assembleia para decidirem como seguiriam com a manifestação, foram dispersados por bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta.

Muitos professores passaram mal. A aposentada Aparecida Moreira, 54 anos, foi uma das atingidas e ficou revoltada com a situação.

“Eu estou muito triste porque eu trabalho mais de 15 anos dando aula e nunca vi coisa igual. Damos aula pra quem está jogando bomba na gente. Damos aula para os filhos de quem está jogando bomba na gente, de quem mandou eles jogarem. Quem mandou deveria lembrar que eles passaram um dia por uma escola e precisaram da gente”, desabafou.

Segundo o inspetor da PRF, Fernando Furieri, para realizar uma manifestação na via de proteção federal, era preciso que os organizadores do ato entrassem em contato com a PRF para informar o local e o horário de início e fim do protesto, o que não foi feito. Com a interrupção, o inspetor julgou necessária a ação da Tropa de Choque. Furieri informou que não houve abuso por parte da polícia.

“Nossa intenção era que fosse pacífica até o final, mas já começou de forma errada. Ao chegar ao local, a PRF achou por bem ser uma manifestação pacífica até a Reta do Aeroporto como foi feita, porém a situação teve que ser contornada, pelo fato deles quererem retornar até Carapina, e depois de duas horas de rodovia interditada não podíamos permitir mais duas horas de interdição”, informou Furieri.

Os professores reivindicam aumento salarial de acordo com o piso nacional e reposição da inflação do período, além de melhores condições de trabalho e planejamento da carreira de professor.

A Prefeitura da Serra, por meio de nota, informou que vem mantendo o diálogo com a categoria, tendo recebido o Sindiupes na última quinta-feira (13). Na ocasião, informa a nota, foi disponibilizado os dados da receita do município e o comprometimento da folha com o pagamento dos servidores e do Fundo Municipal da Educação. A Prefeitura anunciou o reajuste salarial de 6% e de 20% no cartão de alimentação para todos os servidores municipais.

Já a Prefeitura de Vila Velha, também por meio de nota, informou que administração municipal já concedeu reajuste à classe de 8% a partir deste mês e desenvolve políticas públicas de valorização do magistério.

Fonte: Gazeta Online

PRF usa bombas de gás e spray de pimenta para dispersar manifestação de professores

A semana começou com protestos dos professores da rede municipal de ensino na Grande Vitória. Professores dos municípios de Vila Velha e da Serra foram às ruas pedir mais valorização da categoria. Na Serra, o ato foi mais complexo. A Polícia Rodoviária Federal precisou usar spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar o grupo de manifestantes, após a BR 101 ficar fechada por cerca de duas horas.

Os protestos tiveram início às 7h30, em ato unificado, nos dois municípios, e faz parte da programação nacional sugerida pela Comissão Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Mais atos estão marcados para esta terça (17) e quarta-feira (18). Nesta terça-feira, a manifestação acontece em Vitória, em um ato conjunto de todo Estado. O ato público acontece no HortoMercado, localizado na Enseada do Suá, na Capital, com destino à Assembleia Legislativa. À tarde, está previsto um ato em frente a Prefeitura da Serra, em Serra-Sede, e outro em frente a Prefeitura de Vitória, por volta das 15h.

Em Vila Velha, a concentração aconteceu na subida da Terceira Ponte, ocasionando engarrafamento nos principais acessos à ponte. De lá, os professores seguiram pelas Avenidas Carioca, Gil Veloso, Henrique Moscoso até a Avenida Castelo Branco, onde fica localizada a sede da secretaria de educação do município. A manifestação teve foi acompanhada pela Guarda Municipal de Trânsito e não houve tumulto.

Já na Serra, a manifestação teve início em Carapina e seguiu pela BR 101 e Reta do Aeroporto, no sentido Vitória, ocupando todas as faixas da via. Ao chegarem em frente ao Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, já na Capital, os professores resolveram retornar a Carapina e terminar o ato em frente a um supermercado, na pista lateral da rodovia.

Com a interrupção dos dois sentidos da Reta do Aeroporto, motoristas ficaram presos por cerca de duas horas no trânsito. No sentido Vitória, motociclistas desligaram as motos e as carregavam pelo acostamento para conseguir chegar a Capital. Apesar de todo o transtorno, o marceneiro Deolindo Branco, 65 anos, acha legítimo o ato realizado pelos professores.

“Estou há duas horas. Tô indo para o trabalho. Cada um tem o direito de fazer o que bem entende, né? Só que a gente sofre. Eles tem o direito, nós estamos na democracia. Não posso fazer nada”, afirmou.

No retorno ao município da Serra, houve discussão entre agentes da Polícia Rodoviária Federal e os manifestantes. A polícia queria que os professores seguissem ocupando apenas uma faixa da Reta do Aeroporto. Como eles seguiram irredutíveis em atender ao pedido, a Tropa de Choque da Polícia Rodoviária Federal foi acionada para dispersar a manifestação. Enquanto os manifestantes resolveram fazer uma assembleia para decidirem como seguiriam com a manifestação, foram dispersados por bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta.

Muitos professores passaram mal. A aposentada Aparecida Moreira, 54 anos, foi uma das atingidas e ficou revoltada com a situação.

“Eu estou muito triste porque eu trabalho mais de 15 anos dando aula e nunca vi coisa igual. Damos aula pra quem está jogando bomba na gente. Damos aula para os filhos de quem está jogando bomba na gente, de quem mandou eles jogarem. Quem mandou deveria lembrar que eles passaram um dia por uma escola e precisaram da gente”, desabafou.

Segundo o inspetor da PRF, Fernando Furieri, para realizar uma manifestação na via de proteção federal, era preciso que os organizadores do ato entrassem em contato com a PRF para informar o local e o horário de início e fim do protesto, o que não foi feito. Com a interrupção, o inspetor julgou necessária a ação da Tropa de Choque. Furieri informou que não houve abuso por parte da polícia.

“Nossa intenção era que fosse pacífica até o final, mas já começou de forma errada. Ao chegar ao local, a PRF achou por bem ser uma manifestação pacífica até a Reta do Aeroporto como foi feita, porém a situação teve que ser contornada, pelo fato deles quererem retornar até Carapina, e depois de duas horas de rodovia interditada não podíamos permitir mais duas horas de interdição”, informou Furieri.

Os professores reivindicam aumento salarial de acordo com o piso nacional e reposição da inflação do período, além de melhores condições de trabalho e planejamento da carreira de professor.

A Prefeitura da Serra, por meio de nota, informou que vem mantendo o diálogo com a categoria, tendo recebido o Sindiupes na última quinta-feira (13). Na ocasião, informa a nota, foi disponibilizado os dados da receita do município e o comprometimento da folha com o pagamento dos servidores e do Fundo Municipal da Educação. A Prefeitura anunciou o reajuste salarial de 6% e de 20% no cartão de alimentação para todos os servidores municipais.

Já a Prefeitura de Vila Velha, também por meio de nota, informou que administração municipal já concedeu reajuste à classe de 8% a partir deste mês e desenvolve políticas públicas de valorização do magistério.

Fonte: Gazeta Online