Pessoas criativas preferem aprender sozinhas e resistem à rejeição

Após publicar seu livro sobre o poeta John Donne, nos idos dos anos 1960, Nancy Andreasen entrou em crise com sua opção de carreira. Ela começou a se questionar sobre quem a publicação poderia ajudar e a pensar que todo o esforço e a energia investidos na obra poderiam ter sido canalizados para um trabalho que salvasse vidas. Passado um mês, ela ingressou na escola de medicina da Universidade de Iowa (EUA) e se tornou uma neurocientista e psiquiatra de renome. Ela dedica seu tempo ao estudo do que alguns chamam de “a ciência do gênio”, onde temas como criatividade, esquizofrenia e neuroimagens se entrelaçam.

De acordo com artigo publicado no site Fast Company, Andreasen tenta desvendar os elementos que compõem as mais brilhantes mentes criativas e, em sua pesquisa, tem explorado a ligação entre doença mental e criatividade, encontrando um forte elo entre ambos. E mais: descobriu que não é um QI alto que revela um gênio criativo. Uma habilidade cada vez mais preciosa numa economia globalizada e num mercado de trabalho que pretende inovar constantemente.

Segundo a reportagem, em seu mais recente estudo, a doutora Nancy escaneou o cérebro de 13 dos mais famosos cientistas, matemáticos, artistas e escritores vivos. A lista inclui ganhadores do Prêmio Pulitzer, seis prêmios Nobel e nomes como o do cineasta George Lucas, o matemático William Thurston e a romancista Jane Smiley. Andreasen mergulhou em suas histórias pessoais e nos relatos familiares, além de estudar as características estruturais e funcionais de seus cérebros usando a neuroimagem.

O estudo foi um desafio, já que é extremamente difícil definir o processo criativo.

“A criatividade, é claro, não pode ser destilada em um único processo mental, e não pode ser capturada em uma foto instantânea. Ninguém pode ter um insight criativo ou pensamento só porque quer”, escreve ela.

Andreasen teve que encontrar uma maneira de estudar estas mentes criativas trabalhando. Decidiu submetê-los a uma ressonância magnética ao mesmo tempo que pediu que fizessem associações de palavras, imagens e tarefas de reconhecimento de determinados padrões.

“Você não pode forçar a criatividade. Qualquer pessoa criativa pode atestar isso”, completa Andreasen, que ressalta que a essência da criatividade é fazer conexões e resolver enigmas.

Entre as suas descobertas, a neurocientista identificou alguns padrões-chaves na mente desses gênios criativos. São eles:

— Pessoas criativas preferem aprender sozinhas, não gostam que os outros lhes ensinem: Lembre de quantos gênios criativos abandonaram a escola precocemente, como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. Andreasen descobriu que, normalmente, os gênios criativos são autodidatas, preferem descobrir as coisas de forma independente, ao invés de receber as informações de “mão beijada”.

“O pensamento dessas pessoas é diferente. Para elas, formas padronizadas de aprendizagem e de ensino nem sempre são úteis e podem até mesmo ser uma distração. Assim, preferem aprender por conta própria”, afirma a médica.

— Pessoas criativas amam artes e ciências: Há uma mentalidade comum de que a pessoa deve escolher entre as artes ou ciências em seus estudos e carreira. Mas Andreasen descobriu que a maioria das mentes criativas é polímata, ou seja, se interessa pelas duas coisas.

“As artes e as ciências são vistas como segmentos separados, e os alunos são, erroneamente, incentivados a se especializarem em uma ou outra”, diz Nancy.

— Pessoas criativas são resistentes diante do ceticismo e rejeição das pessoas: Quando uma pessoa apresenta novas ideias, vai contra o status quo. Rejeição e ceticismo são inevitáveis. Andreasen descobriu que gênios criativos são resistentes quando enfrentam o ceticismo das pessoas.

“Eles têm que enfrentar a dúvida e rejeição. E ainda assim persistem, pois acreditam firmemente no valor do que fazem e nas suas ideias”, ressalta, admitindo, porém, que esta persistência pode produzir o que chamam de dor psíquica, que pode se manifestar como depressão ou ansiedade.

— Gênios criativos têm, também, ideias estúpidas, bobas: As pessoas criativas têm muitas ideias, mas isso não significa que vale a pena perseguir todas elas. Como disse um cientista, que fez parte do estudo de Andreasen, criatividade é pegar as pequenas bolhas que surgem em sua mente consciente e escolher qual vamos deixar crescer e se transformar em ação.

Fonte: O Globo

Pessoas criativas preferem aprender sozinhas e resistem à rejeição

Após publicar seu livro sobre o poeta John Donne, nos idos dos anos 1960, Nancy Andreasen entrou em crise com sua opção de carreira. Ela começou a se questionar sobre quem a publicação poderia ajudar e a pensar que todo o esforço e a energia investidos na obra poderiam ter sido canalizados para um trabalho que salvasse vidas. Passado um mês, ela ingressou na escola de medicina da Universidade de Iowa (EUA) e se tornou uma neurocientista e psiquiatra de renome. Ela dedica seu tempo ao estudo do que alguns chamam de “a ciência do gênio”, onde temas como criatividade, esquizofrenia e neuroimagens se entrelaçam.

De acordo com artigo publicado no site Fast Company, Andreasen tenta desvendar os elementos que compõem as mais brilhantes mentes criativas e, em sua pesquisa, tem explorado a ligação entre doença mental e criatividade, encontrando um forte elo entre ambos. E mais: descobriu que não é um QI alto que revela um gênio criativo. Uma habilidade cada vez mais preciosa numa economia globalizada e num mercado de trabalho que pretende inovar constantemente.

Segundo a reportagem, em seu mais recente estudo, a doutora Nancy escaneou o cérebro de 13 dos mais famosos cientistas, matemáticos, artistas e escritores vivos. A lista inclui ganhadores do Prêmio Pulitzer, seis prêmios Nobel e nomes como o do cineasta George Lucas, o matemático William Thurston e a romancista Jane Smiley. Andreasen mergulhou em suas histórias pessoais e nos relatos familiares, além de estudar as características estruturais e funcionais de seus cérebros usando a neuroimagem.

O estudo foi um desafio, já que é extremamente difícil definir o processo criativo.

“A criatividade, é claro, não pode ser destilada em um único processo mental, e não pode ser capturada em uma foto instantânea. Ninguém pode ter um insight criativo ou pensamento só porque quer”, escreve ela.

Andreasen teve que encontrar uma maneira de estudar estas mentes criativas trabalhando. Decidiu submetê-los a uma ressonância magnética ao mesmo tempo que pediu que fizessem associações de palavras, imagens e tarefas de reconhecimento de determinados padrões.

“Você não pode forçar a criatividade. Qualquer pessoa criativa pode atestar isso”, completa Andreasen, que ressalta que a essência da criatividade é fazer conexões e resolver enigmas.

Entre as suas descobertas, a neurocientista identificou alguns padrões-chaves na mente desses gênios criativos. São eles:

— Pessoas criativas preferem aprender sozinhas, não gostam que os outros lhes ensinem: Lembre de quantos gênios criativos abandonaram a escola precocemente, como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. Andreasen descobriu que, normalmente, os gênios criativos são autodidatas, preferem descobrir as coisas de forma independente, ao invés de receber as informações de “mão beijada”.

“O pensamento dessas pessoas é diferente. Para elas, formas padronizadas de aprendizagem e de ensino nem sempre são úteis e podem até mesmo ser uma distração. Assim, preferem aprender por conta própria”, afirma a médica.

— Pessoas criativas amam artes e ciências: Há uma mentalidade comum de que a pessoa deve escolher entre as artes ou ciências em seus estudos e carreira. Mas Andreasen descobriu que a maioria das mentes criativas é polímata, ou seja, se interessa pelas duas coisas.

“As artes e as ciências são vistas como segmentos separados, e os alunos são, erroneamente, incentivados a se especializarem em uma ou outra”, diz Nancy.

— Pessoas criativas são resistentes diante do ceticismo e rejeição das pessoas: Quando uma pessoa apresenta novas ideias, vai contra o status quo. Rejeição e ceticismo são inevitáveis. Andreasen descobriu que gênios criativos são resistentes quando enfrentam o ceticismo das pessoas.

“Eles têm que enfrentar a dúvida e rejeição. E ainda assim persistem, pois acreditam firmemente no valor do que fazem e nas suas ideias”, ressalta, admitindo, porém, que esta persistência pode produzir o que chamam de dor psíquica, que pode se manifestar como depressão ou ansiedade.

— Gênios criativos têm, também, ideias estúpidas, bobas: As pessoas criativas têm muitas ideias, mas isso não significa que vale a pena perseguir todas elas. Como disse um cientista, que fez parte do estudo de Andreasen, criatividade é pegar as pequenas bolhas que surgem em sua mente consciente e escolher qual vamos deixar crescer e se transformar em ação.

Fonte: O Globo

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