Golpistas se passam por bancos para dar golpes na internet

Os bancos e instituições financeiras estão cada vez mais interativos nas redes sociais. São conversas com os clientes, ofertas recheadas de piadinhas e tudo isso é muito legal, mas é preciso ficar atento para não ser enganado.
Os golpistas evoluem junto com a interatividade das instituições e acabam se utilizando disso para aplicar golpes e cometer fraudes contra clientes e consumidores desavisados.
A escrivã titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), Bruna Mendes de Andrade, contou que os números de denúncias relacionados a estes crimes são grandes. E não só em redes sociais, mas também em sites de compra e venda diretamente com o proprietário.
“Já recebemos casos aqui desde os menores, como venda de celulares, até compra e venda de caminhão. As pessoas compram de vendedores não confiáveis através de sites de compra e venda, depositam o dinheiro e acabam recebendo uma pedra no lugar do produto”, explica a escrivã.
De acordo com levantamento da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos, em todo ano de 2014 foram registrados 469 ocorrências entre estelionato (o popular golpe) e furtos mediante fraude bancária.
No ano de 2015, em dados comparados até o mês de abril, o número de ocorrências relativas a esses crimes aumentou em 12%.
Segundo a escrivã, também há aqueles estelionatários que montam sites semelhantes à tradicionais páginas de lojas ou bancos e, dessa forma, angariam clientes, que efetuam compras, mas nunca receberão os produtos.
“Já prendemos estelionatários que vendiam remédios falsos pela internet. Temos também alguns casos de prisão em flagrante, mas são raros, porque prender alguém em flagrante por um crime virtual é muito difícil. Eles agem com perspicácia”, contou Bruna.
As próprias instituições bancárias informam em seus sites oficiais que nunca solicitam a senha do cliente por telefone, e-mail ou redes sociais. Para acessar o internet banking com segurança, por exemplo, o recomendável é digitar o endereço completo no navegador, a fim de evitar redirecionamentos maldosos.
Golpe do boleto
Esses redirecionamentos são realizados também num golpe que tem se tornado comum, o “golpe do boleto’, em que cobranças verdadeiras são substituídas pelas falsas no período de um clique.
“Já registramos algumas ocorrências neste sentido”, conta a escrivã, que esclarece. “A vítima chegou aqui com um boleto da faculdade e o documento falso era idêntico ao original, mas o pagamento caiu em outra conta”.
Contra esse e os diversos outros golpes praticados na internet, a escrivã recomenda principalmente cautela. “Ao gerar um boleto, ao comprar um produto ou acessar um site em que a pessoa vai colocar informações específicas, é preciso ter cuidado. Para realizar essas operações, não pode existir pressa”, informa.
Outras medidas de segurança importantes são verificar os sites, se tem modos de pagamento seguro, em redes sociais também há perfis oficiais verificados, além do retorno de outros consumidores em caso de sites de compra e venda.
A impressão de outros usuários que já compraram produtos naquela loja ou vendedor específico são importantes, bem como a verificação dos próprios sites, que categorizam os vendedores como confiáveis ou não.
Dicas para não virar estatística
1 – Sempre verifique o site. Endereços estranhos, levemente modificados ou com domínios diferentes do habitual podem ser armadilhas
2 – Confira a avaliação dos vendedores. Em caso de sites de compra e venda diretas, as avaliações positivas são o que dão o aval para a compra segura.
3 – Desconfie de transações diretas para contas bancárias. Sempre que possível utilize de sites de pagamento seguro.
4 – É preciso ter muita atenção onde se clica. Clicar em falsas promoções ou links duvidosos podem instalar malwares ou vírus que, além de danificar a máquina, podem roubar informações pessoas importantes.
5 – Muita calma na hora de comprar, pagar ou realizar qualquer operação importante através da internet. A pressa e o impulso são grandes inimigos dos consumidores e usuários.
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Golpistas se passam por bancos para dar golpes na internet

Os bancos e instituições financeiras estão cada vez mais interativos nas redes sociais. São conversas com os clientes, ofertas recheadas de piadinhas e tudo isso é muito legal, mas é preciso ficar atento para não ser enganado.
Os golpistas evoluem junto com a interatividade das instituições e acabam se utilizando disso para aplicar golpes e cometer fraudes contra clientes e consumidores desavisados.
A escrivã titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), Bruna Mendes de Andrade, contou que os números de denúncias relacionados a estes crimes são grandes. E não só em redes sociais, mas também em sites de compra e venda diretamente com o proprietário.
“Já recebemos casos aqui desde os menores, como venda de celulares, até compra e venda de caminhão. As pessoas compram de vendedores não confiáveis através de sites de compra e venda, depositam o dinheiro e acabam recebendo uma pedra no lugar do produto”, explica a escrivã.
De acordo com levantamento da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos, em todo ano de 2014 foram registrados 469 ocorrências entre estelionato (o popular golpe) e furtos mediante fraude bancária.
No ano de 2015, em dados comparados até o mês de abril, o número de ocorrências relativas a esses crimes aumentou em 12%.
Segundo a escrivã, também há aqueles estelionatários que montam sites semelhantes à tradicionais páginas de lojas ou bancos e, dessa forma, angariam clientes, que efetuam compras, mas nunca receberão os produtos.
“Já prendemos estelionatários que vendiam remédios falsos pela internet. Temos também alguns casos de prisão em flagrante, mas são raros, porque prender alguém em flagrante por um crime virtual é muito difícil. Eles agem com perspicácia”, contou Bruna.
As próprias instituições bancárias informam em seus sites oficiais que nunca solicitam a senha do cliente por telefone, e-mail ou redes sociais. Para acessar o internet banking com segurança, por exemplo, o recomendável é digitar o endereço completo no navegador, a fim de evitar redirecionamentos maldosos.
Golpe do boleto
Esses redirecionamentos são realizados também num golpe que tem se tornado comum, o “golpe do boleto’, em que cobranças verdadeiras são substituídas pelas falsas no período de um clique.
“Já registramos algumas ocorrências neste sentido”, conta a escrivã, que esclarece. “A vítima chegou aqui com um boleto da faculdade e o documento falso era idêntico ao original, mas o pagamento caiu em outra conta”.
Contra esse e os diversos outros golpes praticados na internet, a escrivã recomenda principalmente cautela. “Ao gerar um boleto, ao comprar um produto ou acessar um site em que a pessoa vai colocar informações específicas, é preciso ter cuidado. Para realizar essas operações, não pode existir pressa”, informa.
Outras medidas de segurança importantes são verificar os sites, se tem modos de pagamento seguro, em redes sociais também há perfis oficiais verificados, além do retorno de outros consumidores em caso de sites de compra e venda.
A impressão de outros usuários que já compraram produtos naquela loja ou vendedor específico são importantes, bem como a verificação dos próprios sites, que categorizam os vendedores como confiáveis ou não.
Dicas para não virar estatística
1 – Sempre verifique o site. Endereços estranhos, levemente modificados ou com domínios diferentes do habitual podem ser armadilhas
2 – Confira a avaliação dos vendedores. Em caso de sites de compra e venda diretas, as avaliações positivas são o que dão o aval para a compra segura.
3 – Desconfie de transações diretas para contas bancárias. Sempre que possível utilize de sites de pagamento seguro.
4 – É preciso ter muita atenção onde se clica. Clicar em falsas promoções ou links duvidosos podem instalar malwares ou vírus que, além de danificar a máquina, podem roubar informações pessoas importantes.
5 – Muita calma na hora de comprar, pagar ou realizar qualquer operação importante através da internet. A pressa e o impulso são grandes inimigos dos consumidores e usuários.
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