Escola-modelo coleciona histórias de sucesso com alunos da rede pública

Uma escola-modelo, que era um sonho em 2008, já está dando resultados. Os estudos são em regime integral e o custo de cada aluno é de R$ 6,5 mil por mês. Mas nenhum deles paga nada. A escola é gratuita.

Artistas, engenheiros, talentos e sonhos bem diferentes estão chegando para dividir o mesmo espaço. Lá, as aulas começam com uma pergunta para alunos e pais: “Quem está feliz?”

Era só para confirmar. Quem poderia deixar de sorrir depois de conseguir uma vaga nessa escola modelo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A primeira tarefa já é muito difícil: deixar a família e morar na escola, aos 14 anos.

Todos acabaram de ganhar uma família de 500 alunos e 90 professores.

“Quem chega precisa de um abraço”, diz uma professora.

Os professores também moram na escola, em apartamentos modernos, de 130 metros quadrados.

“Com uma família que acredita na educação como poder de transformação neste país, com alunos interessados, professores bem pagos, bem preparados, eu não posso te dizer que é um sonho, porque nem nos meus melhores sonhos eu achava que isso iria acontecer”, afirma Luciano Moreira, professor.

Vista de longe, a Escola Sesc de Ensino Médio, inaugurada em 2008, parece uma universidade. Vista de perto, também.

Quem chega, recebe logo um computador, uma cama e um armário em um quarto para três, que elas juram que vão arrumar.

Escola imensa, salas pequenas. Turmas de 15 alunos em período integral, de segunda a sábado.

“Os meninos aqui saem fluentes em inglês, espanhol, agora alemão e francês”, afirma Cláudia Fadel, diretora da escola.

O que une esses brasileiros de regiões tão diferentes é a aventura do conhecimento. Tanto que, depois das aulas, um dos lugares preferidos de lazer é a biblioteca. Lá, ao virar cada página, eles descobrem um passaporte para o mundo inteiro.

O diploma da escola já abriu as portas de universidades estrangeiras para muitos alunos. Um está na Tailândia, outros foram para a China e para a Índia. Onze estão espalhados pela Europa e Gabrielle fez até uma expedição para a Antártida. Sete alunos foram para os Estados Unidos.

Geraldo ainda está por lá e acabou de conseguir uma bolsa na Universidade de Princeton, uma das melhores do mundo, onde dava aulas Albert Einstein.

Lucas voltou de Nova York trazendo óculos que, no Brasil, só ele tem. Foi um dos primeiros brasileiros a ter o Google Glass e carrega um mundo virtual diante dos olhos.

“Toda aquela parte tecnológica que eu tive contato na escola, eu pude aprimorar e ter novas experiências agregando aquilo que eu já tinha visto”, conta Lucas Sperb, estudante de Biomedicina.

O preço de ganhar o mundo é a saudade.

“Vou voltar agora para Maceió e a gente fica com o coração apertado. A gente fica emocionado, mas é assim mesmo, para o bem dos meus filhos”, diz Ana Regina de Carvalho, enfermeira.

“Sei que daqui a três anos ela vai voltar outra pessoa, transformada e cidadã”, completa o pai.

Correção: O texto original foi alterado. O JN disse que o estudante Lucas Sperb é o único estudante brasileiro selecionado para ajudar a desenvolver o Google Glass. Na verdade, Lucas não é o único. Ele foi um dos primeiros a ter o equipamento no Brasil.

Fonte: G1

Escola-modelo coleciona histórias de sucesso com alunos da rede pública

Uma escola-modelo, que era um sonho em 2008, já está dando resultados. Os estudos são em regime integral e o custo de cada aluno é de R$ 6,5 mil por mês. Mas nenhum deles paga nada. A escola é gratuita.

Artistas, engenheiros, talentos e sonhos bem diferentes estão chegando para dividir o mesmo espaço. Lá, as aulas começam com uma pergunta para alunos e pais: “Quem está feliz?”

Era só para confirmar. Quem poderia deixar de sorrir depois de conseguir uma vaga nessa escola modelo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A primeira tarefa já é muito difícil: deixar a família e morar na escola, aos 14 anos.

Todos acabaram de ganhar uma família de 500 alunos e 90 professores.

“Quem chega precisa de um abraço”, diz uma professora.

Os professores também moram na escola, em apartamentos modernos, de 130 metros quadrados.

“Com uma família que acredita na educação como poder de transformação neste país, com alunos interessados, professores bem pagos, bem preparados, eu não posso te dizer que é um sonho, porque nem nos meus melhores sonhos eu achava que isso iria acontecer”, afirma Luciano Moreira, professor.

Vista de longe, a Escola Sesc de Ensino Médio, inaugurada em 2008, parece uma universidade. Vista de perto, também.

Quem chega, recebe logo um computador, uma cama e um armário em um quarto para três, que elas juram que vão arrumar.

Escola imensa, salas pequenas. Turmas de 15 alunos em período integral, de segunda a sábado.

“Os meninos aqui saem fluentes em inglês, espanhol, agora alemão e francês”, afirma Cláudia Fadel, diretora da escola.

O que une esses brasileiros de regiões tão diferentes é a aventura do conhecimento. Tanto que, depois das aulas, um dos lugares preferidos de lazer é a biblioteca. Lá, ao virar cada página, eles descobrem um passaporte para o mundo inteiro.

O diploma da escola já abriu as portas de universidades estrangeiras para muitos alunos. Um está na Tailândia, outros foram para a China e para a Índia. Onze estão espalhados pela Europa e Gabrielle fez até uma expedição para a Antártida. Sete alunos foram para os Estados Unidos.

Geraldo ainda está por lá e acabou de conseguir uma bolsa na Universidade de Princeton, uma das melhores do mundo, onde dava aulas Albert Einstein.

Lucas voltou de Nova York trazendo óculos que, no Brasil, só ele tem. Foi um dos primeiros brasileiros a ter o Google Glass e carrega um mundo virtual diante dos olhos.

“Toda aquela parte tecnológica que eu tive contato na escola, eu pude aprimorar e ter novas experiências agregando aquilo que eu já tinha visto”, conta Lucas Sperb, estudante de Biomedicina.

O preço de ganhar o mundo é a saudade.

“Vou voltar agora para Maceió e a gente fica com o coração apertado. A gente fica emocionado, mas é assim mesmo, para o bem dos meus filhos”, diz Ana Regina de Carvalho, enfermeira.

“Sei que daqui a três anos ela vai voltar outra pessoa, transformada e cidadã”, completa o pai.

Correção: O texto original foi alterado. O JN disse que o estudante Lucas Sperb é o único estudante brasileiro selecionado para ajudar a desenvolver o Google Glass. Na verdade, Lucas não é o único. Ele foi um dos primeiros a ter o equipamento no Brasil.

Fonte: G1

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