Delegada fala sobre os 8 anos da Lei Maria da Penha

Ela foi torturada pelo próprio marido durante muitos anos. Ficou paraplégica e teve que lutar para conseguir colocar seu agressor atrás das grades. Mas todo o sofrimento de Maria da Penha Maia Fernandes não foi em vão. Hoje, ela dá nome à lei que há oito anos tem feito justiça contra os agressores de mulheres, seja no âmbito familiar, doméstico ou afetivo.

penhaMaria da Penha Maia Fernandes

A Delegada Natália Tenório esteve na Faculdade PIO XII para explicar sobre a Lei 11.340/2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, além de contrapor com sua experiência durante atuação na Delegacia da Mulher.

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De acordo com ela, a Lei Maria da Penha  trouxe muitos avanços para a sociedade brasileira, que é “extremamente machista”.  A Delegada afirmou que as agressões ocorrem por vários motivos, inclusive baseada no gênero. “Às vezes o homem agride a mulher simplesmente por ela ser mulher e ele, como homem, se sentir superior a ela”.  O ciúme é outra causa frequente dos crimes de violência contra a mulher, seja vindo de companheiros atuais ou ex-namorados que não aceitam ver a ex-companheira se relacionar com outras pessoas.

Os Professores do curso de Direito Halley Jhanson Medeiros, Ludmila Montebeler e Paula Jenaína da Costa acompanharam a palestra da Delegada Natália Tenório, junto com seus alunos.

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A denúncia da violência é incondicional

Diante das agressões, muitas mulheres preferem se calar. Mas a abertura do inquérito contra o agressor independe da denúncia dela. “Se um vizinho ou alguém que tenha visto a agressão registrar queixa, a denúncia é válida do mesmo jeito, ainda que a vítima não queira registrar o boletim de ocorrência”.

Mulheres não identificam a violência

Segundo a Delegada, lidar com uma vítima de agressão não é nada fácil, pois muitas mulheres não se veem como vítimas e chegam até a se sentir culpadas por serem agredidas. “Algumas até pagam a fiança do agressor, por não querer ver o pai de seus filhos atrás das grades”.

Duas personalidades

A Delegada ainda disse que, muitas vezes, o agressor apresenta dois comportamentos diferentes. “Na maioria dos casos, o homem que agride a mulher em casa é um cidadão exemplar na sociedade, o que faz com que a mulher agredida passe por mentirosa ou seja até mesmo hostilizada pela vizinhança, caso venha a registrar uma denúncia”, explicou a palestrante.

Natália também fez questão de afirmar a complexidade de se atuar nessa área – Delegacia da Mulher. “É preciso buscar conhecimentos além do campo do Direito porque os casos que atendemos são muito complexos. A Antropologia e a Psicologia, por exemplo, podem ajudar muito na resolução dos casos”, relatou.

Saiba mais sobre a história de Maria da Penha Maia Fernandes

Delegada fala sobre os 8 anos da Lei Maria da Penha

Ela foi torturada pelo próprio marido durante muitos anos. Ficou paraplégica e teve que lutar para conseguir colocar seu agressor atrás das grades. Mas todo o sofrimento de Maria da Penha Maia Fernandes não foi em vão. Hoje, ela dá nome à lei que há oito anos tem feito justiça contra os agressores de mulheres, seja no âmbito familiar, doméstico ou afetivo.

penhaMaria da Penha Maia Fernandes

A Delegada Natália Tenório esteve na Faculdade PIO XII para explicar sobre a Lei 11.340/2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, além de contrapor com sua experiência durante atuação na Delegacia da Mulher.

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De acordo com ela, a Lei Maria da Penha  trouxe muitos avanços para a sociedade brasileira, que é “extremamente machista”.  A Delegada afirmou que as agressões ocorrem por vários motivos, inclusive baseada no gênero. “Às vezes o homem agride a mulher simplesmente por ela ser mulher e ele, como homem, se sentir superior a ela”.  O ciúme é outra causa frequente dos crimes de violência contra a mulher, seja vindo de companheiros atuais ou ex-namorados que não aceitam ver a ex-companheira se relacionar com outras pessoas.

Os Professores do curso de Direito Halley Jhanson Medeiros, Ludmila Montebeler e Paula Jenaína da Costa acompanharam a palestra da Delegada Natália Tenório, junto com seus alunos.

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A denúncia da violência é incondicional

Diante das agressões, muitas mulheres preferem se calar. Mas a abertura do inquérito contra o agressor independe da denúncia dela. “Se um vizinho ou alguém que tenha visto a agressão registrar queixa, a denúncia é válida do mesmo jeito, ainda que a vítima não queira registrar o boletim de ocorrência”.

Mulheres não identificam a violência

Segundo a Delegada, lidar com uma vítima de agressão não é nada fácil, pois muitas mulheres não se veem como vítimas e chegam até a se sentir culpadas por serem agredidas. “Algumas até pagam a fiança do agressor, por não querer ver o pai de seus filhos atrás das grades”.

Duas personalidades

A Delegada ainda disse que, muitas vezes, o agressor apresenta dois comportamentos diferentes. “Na maioria dos casos, o homem que agride a mulher em casa é um cidadão exemplar na sociedade, o que faz com que a mulher agredida passe por mentirosa ou seja até mesmo hostilizada pela vizinhança, caso venha a registrar uma denúncia”, explicou a palestrante.

Natália também fez questão de afirmar a complexidade de se atuar nessa área – Delegacia da Mulher. “É preciso buscar conhecimentos além do campo do Direito porque os casos que atendemos são muito complexos. A Antropologia e a Psicologia, por exemplo, podem ajudar muito na resolução dos casos”, relatou.

Saiba mais sobre a história de Maria da Penha Maia Fernandes