Conta de luz pode aumentar

A definição sobre o aumento de preço na tarifa de energia foi mais uma vez adiado e, agora, no governo federal já se fala em deixar para abril a decisão. Pelo menos mais 4,6% precisa ser aplicado às contas de luz dos brasileiros para enfrentar o déficit bilionário na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Esta conta, que na verdade é um fundo de recursos, financia ações governamentais como o programa “Luz para Todos” e o subsídio à energia para famílias de baixa renda e em comunidades isoladas no Norte do país.

Além disso, esta conta banca o pagamento das indenizações às geradoras e transmissoras de energia que renovaram suas concessões dentro do plano de barateamento da energia adotado pelo governo no início de 2013.

Depois do racionamento de energia ocorrido em 2001, o governo federal decidiu licitar a construção de usinas térmicas, movidas a carvão, óleo combustível e gás natural para suprir a necessidade de energia nos momentos em que as hidrelétricas estivessem com os reservatórios abaixo do normal.

Mais cara

Acontece que a energia gerada por estas térmicas é mais cara do que a gerada pelas hidrelétricas, o que acaba gerando um custo maior para as distribuidoras. Quem deve pagar esta conta maior é o consumidor. A CDE faz os cálculos e determina de quanto é o custo da energia térmica e os gastos com os outros programas.

Para 2014, a estimativa de despesas da CDE é de R$ 17, 9 bilhões e a quota a ser recolhida pelas concessionárias está estimada em R$ 5,6 bilhões. Este valor é rateado entre as empresas de acordo com o tamanho dos seus mercados. O governo deverá repassar R$ 9 bilhões. O restante terá que ser bancado pelo consumidor ou pelo Tesouro.

Em 2013, a quota foi de pouco mais de R$ 1 bilhão, porém, este valor bem abaixo foi obtido a partir da utilização dos saldos existentes nas contas CCC e RGR e o próprio saldo da CDE.

A geração de energia pelas usinas termelétricas bateu recorde nos primeiros dez dias de fevereiro atingindo 12.887 megawatts (MW) médios. Os dados foram divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essa energia atendeu 18,38% da demanda nacional no período. O restante foi coberto praticamente todo pelas usinas hidrelétricas.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse na semana passada que o governo estuda a possibilidade de fazer um novo aporte do Tesouro para evitar um forte aumento das contas de luz neste ano. O uso intenso das usinas térmicas é devido à queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, um dos mais baixos desde 2001.

Dilema

Para os especialistas, o governo federal enfrenta um dilema difícil de ser resolvido. “em ano eleitoral, será ruim para a presidente Dilma Rousseff aumentar a conta de luz, sendo que, no ano passado, a redução na conta foi uma das suas principais bandeiras”, afirma o consultor Josué Ferreira, da Excelência Energética.

Por outro lado, se a conta for repassada para o Tesouro, o dinheiro vai fazer falta para compor o superávit primário. Daí a decisão de empurrar para os próximos meses a decisão. Enquanto isto, os consumidores esperam para saber se pagarão mais pela energia elétrica.

Para o presidente da PSR Consultoria, Mario Veiga Pereira não é o calor de janeiro e fevereiro, mais a falta de chuva em algumas regiões que está derrubando o sistema elétrico. O problema são os atrasos nas obras de novas hidrelétricas e usinas térmicas, avalia Pereira.

Em 2012, segundo ele, estava previsto a entrada de mais 2,5 mil MW, em médio, no sistema. No final do ano, havia entrado somente 480 MW, explica o presidente da PSR. Estes dados mostram, na sua avaliação, que o governo não está cumprindo o previsto em relação aos investimentos no setor.

“Pode ser que a decisão sobre o aumento na tarifa não seja tomada nesta semana porque é um dilema para a presidente Dilma, avalia Josué Ferreira. “O governo, porém, não poderá demorar muito para anunciar sua posição”, avalia.

Saiba mais

O que é CDE?

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) foi criada pela Lei 10.438/2002 para promover a competitividade da energia produzida a partir de fontes alternativas, como a eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, gás natural e carvão mineral nacional nas áreas atendidas pelos sistemas interligados.

Subsídio

Além disto, a CDE foi criada para promover a universalização do serviço de energia elétrica no país, por meio do Programa Luz Para Todos; e, ainda, para garantir recursos para atender ao esquema de subsídio econômico destinado a garantir o fornecimento de tarifa de energia elétrica aos beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica (TFSEE), isto é, consumidores que pagam tarifas mais baratas e subsidiadas.

Termelétricas

Esta conta ajuda a bancar, também, o preço mais alto pago pela energia gerada pelas usinas térmicas. Estas usinas são acionadas sempre que os reservatórios de água das hidrelétricas se encontram abaixo do limite considerado satisfatório.

Aumento

Conforme cálculos feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as despesas assumidas pela CDE em 2014 superam em R$ 5,6 bilhões as receitas previstas para o fundo, mesmo com um aporte de R$ 9 bilhões do Tesouro. Esta diferença é que pode ser repassada aos consumidores por meio da conta de luz e deve levar a uma alta média de 4,6% na tarifa.

Contas

A CDE é um dos pontos mais importantes do programa do governo para o barateamento das contas de luz. Anunciado pela presidente Dilma Rousseff em setembro de 2012 e aplicado em janeiro de 2013, o plano levou a uma redução média de 20% nas contas de luz.

Fonte: Gazeta Online

Conta de luz pode aumentar

A definição sobre o aumento de preço na tarifa de energia foi mais uma vez adiado e, agora, no governo federal já se fala em deixar para abril a decisão. Pelo menos mais 4,6% precisa ser aplicado às contas de luz dos brasileiros para enfrentar o déficit bilionário na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Esta conta, que na verdade é um fundo de recursos, financia ações governamentais como o programa “Luz para Todos” e o subsídio à energia para famílias de baixa renda e em comunidades isoladas no Norte do país.

Além disso, esta conta banca o pagamento das indenizações às geradoras e transmissoras de energia que renovaram suas concessões dentro do plano de barateamento da energia adotado pelo governo no início de 2013.

Depois do racionamento de energia ocorrido em 2001, o governo federal decidiu licitar a construção de usinas térmicas, movidas a carvão, óleo combustível e gás natural para suprir a necessidade de energia nos momentos em que as hidrelétricas estivessem com os reservatórios abaixo do normal.

Mais cara

Acontece que a energia gerada por estas térmicas é mais cara do que a gerada pelas hidrelétricas, o que acaba gerando um custo maior para as distribuidoras. Quem deve pagar esta conta maior é o consumidor. A CDE faz os cálculos e determina de quanto é o custo da energia térmica e os gastos com os outros programas.

Para 2014, a estimativa de despesas da CDE é de R$ 17, 9 bilhões e a quota a ser recolhida pelas concessionárias está estimada em R$ 5,6 bilhões. Este valor é rateado entre as empresas de acordo com o tamanho dos seus mercados. O governo deverá repassar R$ 9 bilhões. O restante terá que ser bancado pelo consumidor ou pelo Tesouro.

Em 2013, a quota foi de pouco mais de R$ 1 bilhão, porém, este valor bem abaixo foi obtido a partir da utilização dos saldos existentes nas contas CCC e RGR e o próprio saldo da CDE.

A geração de energia pelas usinas termelétricas bateu recorde nos primeiros dez dias de fevereiro atingindo 12.887 megawatts (MW) médios. Os dados foram divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essa energia atendeu 18,38% da demanda nacional no período. O restante foi coberto praticamente todo pelas usinas hidrelétricas.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse na semana passada que o governo estuda a possibilidade de fazer um novo aporte do Tesouro para evitar um forte aumento das contas de luz neste ano. O uso intenso das usinas térmicas é devido à queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, um dos mais baixos desde 2001.

Dilema

Para os especialistas, o governo federal enfrenta um dilema difícil de ser resolvido. “em ano eleitoral, será ruim para a presidente Dilma Rousseff aumentar a conta de luz, sendo que, no ano passado, a redução na conta foi uma das suas principais bandeiras”, afirma o consultor Josué Ferreira, da Excelência Energética.

Por outro lado, se a conta for repassada para o Tesouro, o dinheiro vai fazer falta para compor o superávit primário. Daí a decisão de empurrar para os próximos meses a decisão. Enquanto isto, os consumidores esperam para saber se pagarão mais pela energia elétrica.

Para o presidente da PSR Consultoria, Mario Veiga Pereira não é o calor de janeiro e fevereiro, mais a falta de chuva em algumas regiões que está derrubando o sistema elétrico. O problema são os atrasos nas obras de novas hidrelétricas e usinas térmicas, avalia Pereira.

Em 2012, segundo ele, estava previsto a entrada de mais 2,5 mil MW, em médio, no sistema. No final do ano, havia entrado somente 480 MW, explica o presidente da PSR. Estes dados mostram, na sua avaliação, que o governo não está cumprindo o previsto em relação aos investimentos no setor.

“Pode ser que a decisão sobre o aumento na tarifa não seja tomada nesta semana porque é um dilema para a presidente Dilma, avalia Josué Ferreira. “O governo, porém, não poderá demorar muito para anunciar sua posição”, avalia.

Saiba mais

O que é CDE?

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) foi criada pela Lei 10.438/2002 para promover a competitividade da energia produzida a partir de fontes alternativas, como a eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, gás natural e carvão mineral nacional nas áreas atendidas pelos sistemas interligados.

Subsídio

Além disto, a CDE foi criada para promover a universalização do serviço de energia elétrica no país, por meio do Programa Luz Para Todos; e, ainda, para garantir recursos para atender ao esquema de subsídio econômico destinado a garantir o fornecimento de tarifa de energia elétrica aos beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica (TFSEE), isto é, consumidores que pagam tarifas mais baratas e subsidiadas.

Termelétricas

Esta conta ajuda a bancar, também, o preço mais alto pago pela energia gerada pelas usinas térmicas. Estas usinas são acionadas sempre que os reservatórios de água das hidrelétricas se encontram abaixo do limite considerado satisfatório.

Aumento

Conforme cálculos feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as despesas assumidas pela CDE em 2014 superam em R$ 5,6 bilhões as receitas previstas para o fundo, mesmo com um aporte de R$ 9 bilhões do Tesouro. Esta diferença é que pode ser repassada aos consumidores por meio da conta de luz e deve levar a uma alta média de 4,6% na tarifa.

Contas

A CDE é um dos pontos mais importantes do programa do governo para o barateamento das contas de luz. Anunciado pela presidente Dilma Rousseff em setembro de 2012 e aplicado em janeiro de 2013, o plano levou a uma redução média de 20% nas contas de luz.

Fonte: Gazeta Online