Que lição devemos tirar do Covid-19, ou Coronavirus?

A história da humanidade é marcada por muitas pragas que acometeram continentes e dizimaram grande parte da população mundial.

Na literatura, os registros mostram períodos cíclicos – ou períodos que seguem certo padrão temporal (de, aproximadamente, 75/80 anos) – para que essas pandemias* aconteçam, principalmente quando falamos de infecções virais transmitidas pelo ar. Por isso, a comunidade científica, de tempo em tempo, precisa 1) aprimorar a vigilância epidemiológica, permitindo uma conexão entre os países envolvidos; 2) investir em tecnologia para pesquisas clínicas, criando insumos como vacinas e medicamentos para contenção da doença, e 3) melhorar a estrutura laboratorial para um rápido diagnóstico.

O Conselho de Monitoramento para a Preparação Global (GPMB), juntamente com o Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), alertam que “doenças propensas a epidemias são cada vez mais difíceis de gerir em um mundo dominado por longos conflitos, Estados frágeis e imigração forçada.”

Segundo a OMS, deveria haver mais investimentos em pesquisa e novas tecnologias para fortalecer os sistemas de saúde e melhorar os sistemas mundiais de comunicação.

Com um mundo sempre em mudança, esses surtos estão nos “ensinando” e nos preparando para cuidarmos da informação e da saúde coletiva antes que as epidemias surjam, nos mostrando a fragilidade e a deficiência dos sistemas de saúde de muitos países mundo afora.

É importante fazermos nossa parte!

Professora Sigrid Costa Valbão Freire

Sigrid é mestre em Ciências Biológicas: Fisiologia Vegetal e tem em andamento especialização em educação. Está como Coordenadora do Curso de Biomedicina da Faculdade PIO XII e professora das disciplinas de Biologia Celular, Análise Ambiental, Elementos de Ecologia e Evolução e Biologia Forense. Faz parte do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde.

 

Sobre o Coronavirus ou COVID-19

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (SARS-CoV-2) foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Os tipos de coronavírus conhecidos até o momento são:

Alpha coronavírus 229E e NL63.

Beta coronavírus OC43 e HKU1

SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS).

MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS).

SARS-CoV-2: novo tipo de vírus do agente coronavírus, chamado de coronavírus, que surgiu na China em 31 de dezembro de 2019.

O que é o coronavírus?

O novo agente do coronavírus, chamado de coronavírus (SARS-CoV-2), foi descoberto no fim de dezembro de 2019 após ter casos registrados na China. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

 

Mas e agora, o que fazer?

“O protocolo seguido pelo Ministério da Saúde é que após o aparecimento dos sintomas, seja realizada triagem para avaliação dos principais vírus causadores de síndromes respiratórias, e somente depois seja avaliado o Coronavírus. No caso de resultado positivo para algum dos vírus, descarta-se necessidade de enviar a amostra para o Centro de Referência, o laboratório da Friocruz no Rio de Janeiro” avalia o Dr. Rodrigo Pratte.

Professor Rodrigo Pratte

Dr. Rodrigo Pratte é professor da Faculdade PIO XII, biólogo, geneticista pelo conselho regional de biologia e especialista em vírus (tese de doutorado sobre disseminação de vírus causadores de gastroenterite)

 

Como o Coronavírus (Covid-19) é transmitido?

– gotículas de saliva;

– espirro;

– tosse;

– catarro;

– contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;

– contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

 

Como é feito o diagnóstico do coronavírus?

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios. Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral.

 

Como é feito o tratamento do coronavírus?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

– Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).

– Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse

 

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:

– Febre.

– Tosse.

– Dificuldade para respirar.

 

Como prevenir o coronavírus?

Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

– Evitar contato próximo com pessoas doentes.

– Ficar em casa quando estiver doente.

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: Ministério da saúde 2020